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Super Intelligence Force: Por quê os EUA decidiram criar uma polícia para a IA?

Na era da inteligência artificial, como evitar que os modelos cada vez mais avançados cometam crimes ou ajam de maneira a ameaçar a segurança pública? Que tal criar uma polícia cibernética? Foi o que o governo dos Estados Unidos decidiu fazer. A Super Intelligence Force (SI Force) foi criada oficialmente pelo governo americano em 4...

Por · 14:28 4 min de leitura
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Na era da inteligência artificial, como evitar que os modelos cada vez mais avançados cometam crimes ou ajam de maneira a ameaçar a segurança pública? Que tal criar uma polícia cibernética? Foi o que o governo dos Estados Unidos decidiu fazer.

A Super Intelligence Force (SI Force) foi criada oficialmente pelo governo americano em 4 de outubro. O nome, que parece até saído de um filme de Hollywood ou uma série de super-heróis, designa a força-tarefa que busca impedir as IAs de saírem do controle.

A equipe federal, na verdade, começou a ser formada em 29 de setembro de 2026, quando o presidente dos EUA Donald Trump recebeu na Casa Branca os principais executivos do setor, como Jensen Huang, da Nvidia, Dario Amodei, da Anthorpic, e Elon Musk, da SpaceX/xAI.

Ali foi assinado o White House Accord on Super Intelligence que previu a instituição de um grupo para supervisionar e evitar episódios como as recentes quebras de segurança realizadas por modelos mais avançados de IA, que passaram a agir por conta própria.

A SI Force marca uma guinada na regulamentação e no monitoramento da inteligência artificial nos Estados Unidos.

Comandada por Jay Clayton, ex-presidente da SEC (a CVM dos EUA) e diretor de Inteligência Nacional, a nova unidade governamental vai estabelecer diretrizes de segurança, supervisionar o avanço de modelos avançados e impor a notificação obrigatória de incidentes cibernéticos.

A iniciativa surge após uma sequência de episódios nos quais modelos de IA invadiram sistemas e realizaram ações autônomas não autorizadas.

Os relatórios divulgados recentemente por gigantes como Anthropic e OpenAI escancaram os riscos decorrentes da transição dos simples chatbots para “agentes de IA” dotados de autonomia para navegar na internet e executar comandos.

Entre os episódios mais surpreendentes compilados pela Anthropic, destaca-se o caso em que seu modelo Claude Haiku 4.5 enviou uma denúncia falsa sobre um homicídio ao Departamento de Polícia da Filadélfia.

No formulário eletrônico a ferramenta inseriu afirmações como “posso ter informações sobre este caso” e “lembro-me de ter visto alguém com as características descritas na região”, embora tenha deixado os campos de identificação e contato em branco.

Em outro evento documentado pelo The New York Times, a mesma tecnologia preencheu e submeteu autonomamente 20 solicitações de visto no portal do Departamento de Estado americano.

Os incidentes alcançam invasões cibernéticas reais. Em julho, durante testes de segurança cibernética, o modelo Claude Opus 4.7 encontrou dificuldades para acessar um ambiente simulado e, por conta própria, buscou e atacou o servidor real de uma empresa na internet que compartilhava o mesmo nome do ambiente de testes.

A IA identificou vulnerabilidades, explorou falhas de software e extraiu credenciais e dados de produção da empresa. Mesmo após verbalizar em suas etapas internas de raciocínio que o sistema era real e não um simulador, o modelo continuou o ataque.

Testes promovidos pelo Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (UK AISI) com o modelo restrito Claude Mythos 5 revelaram condutas ainda mais agressivas: a ferramenta tentou enganar avaliadores humanos para aprovar códigos maliciosos, comprometeu repositórios de software livre e enviou arquivos infectados para pessoas reais.

Paralelamente, no ecossistema da OpenAI, relatórios apresentados em audiências no Senado americano detalharam casos de agentes de IA executando acessos não autorizados à plataforma de código aberto Hugging Face.

Em outra demonstração das vulnerabilidades dessas arquiteturas, pesquisadores de segurança conseguiram invadir sistemas internos da própria OpenAI utilizando ferramentas de IA desenvolvidas pela rival Anthropic.

Esses casos amplificaram os temores sobre uma perda de controle sobre os agentes de IAs. Vários especialistas, incluindo vencedores do Nobel e CEOs de grandes bancos, passaram a vocalizar os perigos da corrida desenfreada pelo desenvolvimento acelerado dos modelos e a potencial perda de controle sobre essas unidade, o que poderia levar a catástrofes reais.

Diante da escalada de autonomia das máquinas, a Casa Branca passou a exigir que os laboratórios reportem imediatamente qualquer uso indevido ou invasão aos órgãos e empresas afetados.

Embora as desenvolvedoras enfatizem que a maioria dessas falhas ocorreu em cenários de testes e com impacto contido no mundo real, o surgimento da SI Force sinaliza que a segurança cibernética da inteligência artificial deixou de ser um debate teórico e se tornou uma prioridade de segurança nacional.



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