A venda foi realizada pela subsidiária Raízen Energia para a Latam Downstream Holdings e a Silver Projects I S.A.U., sociedades detidas pela Mercuria Energy Group.
O valor da operação ainda está sujeito aos ajustes pós-fechamento usuais em transações desse tipo. Os ajustes serão calculados com base nas demonstrações financeiras de fechamento. Por isso, o valor líquido que efetivamente será recebido pela Raízen ainda não foi definido.
Segundo a companhia, o desinvestimento faz parte da estratégia de otimização do portfólio de ativos, simplificação da estrutura operacional e alocação de capital, com concentração em mercados e geografias considerados prioritários.
Destino dos recursos
A Raízen informou que os recursos líquidos efetivamente recebidos com a venda serão destinados à gestão de sua estrutura de capital.
A operação havia sido anunciada pela companhia em 4 de junho de 2026. Com a conclusão do negócio, a Raízen deixa de deter as operações argentinas incluídas na transação.
Reestruturação
A companhia também vem vendendo ativos para reforçar o caixa e reduzir a complexidade de sua operação. Em junho, a Raízen anunciou a venda de sua participação na usina Gasa, em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro, em uma operação avaliada em cerca de R$ 1,2 bilhão.
Os desinvestimentos ocorrem em meio à reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas, aprovada pelos credores no início deste ano e confirmada pela Justiça em julho. O plano prevê a separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de produção de açúcar e etanol, com o objetivo de simplificar a estrutura da companhia e melhorar sua capacidade financeira.
Nesse contexto, a venda das operações argentinas representa mais uma etapa do processo de reorganização da Raízen. A companhia busca concentrar suas atividades em mercados prioritários enquanto avança na separação dos negócios e na reestruturação financeira.
