Economia

CEO da Coinbase vê bitcoin a R$ 2 milhões por unidade até 2030. Entenda os motivos

De vez em quando, executivos do mercado cripto gostam de fazer previsões sobre o preço do bitcoin (BTC). Brian Armstrong, CEO da exchange Coinbase, também decidiu arriscar um palpite. Em entrevista na quinta-feira (10) ao portal americano CNBC, o chefão da corretora disse que a maior criptomoeda do mercado pode chegar aos US$ 400 mil...

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De vez em quando, executivos do mercado cripto gostam de fazer previsões sobre o preço do bitcoin (BTC). Brian Armstrong, CEO da exchange Coinbase, também decidiu arriscar um palpite.

Em entrevista na quinta-feira (10) ao portal americano CNBC, o chefão da corretora disse que a maior criptomoeda do mercado pode chegar aos US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) até 2030, o que considera uma “meta razoável”.

Se isso realmente acontecesse, seria uma alta de cerca de 420% em relação aos quase US$ 77 mil registrados na manhã desta sexta-feira (11).


Motivos?


Existe um comportamento do bitcoin conhecido como ciclo de quatro anos. Em poucas palavras, ele mostra que a criptomoeda costuma passar por períodos de alta e, depois, de baixa. Falamos disso aqui.
Para Armstrong, o momento de queda já passou.

“A maioria dos períodos de baixa dura cerca de um ano, e acabamos de ultrapassar a marca de um ano deste período de baixa, então, pessoalmente, acredito que o BTC atingiu o fundo do poço em seu ciclo mais recente”, diz o executivo.

Além do ciclo, ele citou outro possível impulsionador para o bitcoin e as demais criptomoedas: a regulação americana. Por lá, os políticos discutem o Clarity Act, projeto que tenta estabelecer regras mais claras para o setor.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu no X (antigo Twitter), nesta semana, para os legisladores aprovarem a proposta quando o Senado retornar do recesso. A iniciativa é vista como um avanço para as criptomoedas.

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Ainda mais otimismo

Outros executivos também gostam de fazer previsões para o futuro das criptomoedas. No mês passado, por exemplo, o fundador da Binance, Changpeng Zhao (conhecido como CZ), disse que espera que o bitcoin passe dos US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) no próximo ciclo de alta.
Na visão do empresário, que passou por maus bocados nos EUA, chegou a ser preso e depois foi perdoado, a criptomoeda pode se tornar até mais importante do que o próprio ouro. Será?

O perigo das previsões


Previsões como essas chamam a atenção, mas precisam ser vistas com cautela, segundo especialistas. Isso porque o bitcoin é um ativo altamente volátil e seu preço depende de uma série de fatores, como juros, regulação, fluxo de investimentos e o próprio comportamento dos investidores.

Além disso, ciclos passados não garantem que o mercado vá repetir o mesmo padrão no futuro.

Pressão no curto prazo

No curto prazo, o bitcoin segue sob pressão, enquanto o mercado reduz gradualmente sua exposição mais otimista. A demanda institucional também começa a mostrar sinais de cautela, com recuo nas entradas nos ETFs de bitcoin nos Estados Unidos.

“Esse enfraquecimento da demanda institucional, combinado com o aumento das tensões geopolíticas entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz, continua reduzindo o apetite por ativos de risco e pesando sobre o bitcoin”, diz Noah Cheung, country manager da Bitget no Brasil.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  -1,33%, US$ 76.777,12

Ethereum (ETH): -0,30%, US$ 2.452,45

BNB (BNB): -0,69%, US$ 718,60

XRP (XRP): -3,78%, US$ 1,32

Solana (SOL): -2,19%, US$ 98,73

Outros destaques do mercado cripto

Sempre elas: as stablecoins. Nos primeiros 10 dias de setembro, os brasileiros negociaram R$ 773,25 milhões em bitcoin (BTC) nas exchanges locais. Em ethereum (ETH), o montante foi de R$ 210 milhões. Mas, quando entram as stablecoins (sempre elas, né?), os valores saltam para a casa dos bilhões. Em USDT, a maior cripto dólar do mercado, já foram R$ 6,54 bilhões, enquanto em USDC o montante chegou a R$ 2,56 bilhões.

Um gás na tokenização brazuca. Rolou na quinta-feira (10), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um seminário sobre crédito. Participaram representantes do Poder Judiciário, do setor bancário, da área jurídica e da academia. E adivinhem um dos principais temas? Tokenização, claro. O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, disse que uma das prioridades da autarquia é estruturar um mercado de capitais tokenizado.

Fundador da FTX não desiste. Lembram de Sam Bankman-Fried, fundador da falida exchange FTX? Pois ele ainda tenta reverter sua condenação. Ele entrou com uma petição na Suprema Corte dos EUA para anular a condenação por fraude e o confisco de US$ 11 bilhões. Ele cumpre 25 anos de prisão, mas a defesa afirma que o tribunal o impediu de mostrar que seu negócio tinha ativos suficientes para ressarcir os clientes – o que acabou acontecendo. Agora, a Suprema Corte decidirá se aceita analisar o caso.



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Redação A Notícia 24H.