Cada título Tesouro IPCA+ tem um preço base. Esse é o valor nominal do papel, ou melhor, o quanto o investidor vai receber no fim do prazo. Essa referência é chamada no mercado de Valor Nominal Atualizado (VNA).
Já o valor inicial é o quanto você efetivamente paga na largada. A diferença entre os dois vai definir o quanto de juros você vai receber.
Correção pela inflação
Como se trata de um produto atrelado à inflação, o VNA tem de ser corrigido todo mês pelo IPCA do período anterior.
Em outubro, o VNA dos títulos IPCA+ está em R$ 4.766,34.
Quer um exemplo? Comprar um título IPCA+ 2050 na plataforma Tesouro Direto, por exemplo, na quarta-feira (14), custaria R$ 1.041,14.
Esse dinheiro vai se transformar nos R$ 4,76 mil expressos no VNA após 24 anos de juros compostos, sem considerar a variação da inflação.
A diferença entre o valor inicial e o VNA nesse momento representa uma taxa anual acima da inflação de 6,62% ao ano no Tesouro Direto.
Lucro ou prejuízo
Se a taxa de retorno subir posteriormente, significa que o título passou a ser oferecido com desconto em relação ao valor que você comprou. Por isso, você vê na tela o seu saldo em reais diminuir.
Mas o prejuízo só se torna realidade se o investidor vender seu IPCA+ nessas condições desfavoráveis.
Na mesma linha, caso a taxa caia comparada com aquela que você tem em mãos, o dinheiro na sua conta aumenta. Nesse caso, vender antes significa embolsar um ganho.
Esse foi o caso da valorização após o primeiro turno das eleições. No caso do IPCA+ 2050, houve um ganho em reais de 11,1% entre dias 5 e 14 de outubro.
