Por que esses municípios têm eleição suplementar
Há uma nova eleição quando a Justiça Eleitoral cassa o diploma ou anula o resultado de uma disputa majoritária, como a de prefeito, independentemente da quantidade de votos anulados. Até a posse do novo eleito, a prefeitura fica com o presidente da Câmara Municipal.
Na maioria dos casos, a cassação teve como base o abuso de poder político ou econômico, e em parte deles também a compra de votos.
Os eleitos em 25 de outubro nessas cidades vão cumprir o restante do mandato, até 31 de dezembro de 2028. Nos três municípios paulistas, os prefeitos cassados ainda têm recursos pendentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Onde o eleitor vota três vezes
Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO) combinam eleição suplementar com segundo turno para governador. Nessas cidades, a urna mostrará os três cargos nesta ordem: prefeito, governador e presidente, todos com dois dígitos.
Em Itaguaí, o prefeito eleito em 2024 disputou a eleição com a candidatura sob análise judicial. Ele havia assumido a prefeitura de forma interina em julho de 2020, como presidente da Câmara, depois do impeachment do prefeito e do vice, e foi reeleito naquele ano. Para o TSE, um novo mandato seria o terceiro consecutivo, o que a Constituição proíbe.
Quais cidades têm plebiscito no segundo turno e o que está em jogo
Em seis cidades, o eleitor vota para presidente e depois responde ao plebiscito. Nenhuma delas tem segundo turno para governador. Os eleitores vão decidir:
- em Chopinzinho e São João (PR), se a comunidade do Alto Mirim deixa Chopinzinho e passa a fazer parte de São João;
- em Poxoréu e Primavera do Leste (MT), se o Distrito de Nova Poxoréu sai de Poxoréu e é incorporado a Primavera do Leste;
- em Colniza e Cotriguaçu (MT), se as Ilhas de Ocupação, áreas do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, passam de Colniza para Cotriguaçu.
Os três plebiscitos seguem a Lei Complementar 230, sancionada em abril de 2026, que regulamenta a transferência de parte de um município para um vizinho sem criar uma cidade nova. Coube à Assembleia Legislativa de cada estado fazer um estudo de viabilidade e, com base nele, convocar a consulta, em que votam os eleitores dos dois municípios envolvidos.
Como fica a votação na urna
Nas cidades com plebiscito, o eleitor vota primeiro para presidente e depois responde à pergunta exibida na urna. As opções são “sim” e “não”, representadas pelos números 1 e 2, definidos por sorteio. Em Chopinzinho e São João, o 2 corresponde ao “sim” e o 1 ao “não”. Em Mato Grosso, a correspondência aparecerá na tela da urna. Votos brancos e nulos não entram na conta, e vence a opção com maioria simples dos votos válidos.
A votação no dia 25 vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. A Justiça Eleitoral recomenda levar a colinha com os números escolhidos, o que ajuda principalmente onde a urna terá três votos.
