Agora, segundo o executivo, é preciso ter clareza de que praticamente metade da população brasileira não gosta de como o país está caminhando. É hora de fazer diferente do que foi o Lula 3 e atuar de forma firme em reformas estruturais.
O executivo – que dois anos atrás fez um “wake up call” a empresários e executivos, dizendo que eles precisavam não só olhar para seus negócios mas assumir responsabilidades também por transformações do país – diz que a primeira coisa a priorizar é a reforma das instituições, que têm experimentado um crescimento crônico da corrupção.
Na sequência, Schalka elenca a segurança e a expansão das facções. E daí vêm as questões econômicas e a educação.
No plano econômico, uma reforma administrativa crível, que ataque o baixo nível de eficiência e que faça um bom uso da inteligência artificial, uma inevitável nova reforma da Previdência e o combate aos subsídios seriam medidas que permitiriam baixar a taxa de juro, com efeito importante no déficit público e na dívida das famílias e das empresas. “Não adianta resolver na base do Desenrola”, disse um sério e concentrado Schalka.
Hoje membro do conselho de administração da Suzano e da Vibra Energia, Schalka admite que o avanço de reformas estruturais não depende apenas do Executivo mas também do Congresso, hoje com maior força dos partidos de oposição ao presidente Lula. Mas afirmou esperar que o Congresso e os congressistas exerçam “com responsabilidade a função que foi dada a eles”.
