A operação liga o novo veículo a dois fundos que já formam o bloco de controle da companhia. O Genoma I transferirá seus direitos de preferência gratuitamente ao Opportunity III, enquanto o Genoma VI venderá seus direitos ao novo fundo. Os três veículos são geridos pela DNA Capital.
A aprovação não informa quantos direitos serão transferidos, quanto o Opportunity III pagará ao Genoma VI ou qual parcela do aumento de capital ele poderá subscrever. Também não confirma que os direitos já tenham sido exercidos.
Viveo
O alvo é uma empresa conhecida da família Bueno. Em julho, os fundos Genoma VI e Genoma I detinham, respectivamente, 21,61% e 15,58% das ações da Viveo, segundo a posição acionária divulgada pela companhia. Juntos, representavam pouco mais de 37% do capital.
A capitalização da Viveo foi anunciada em junho, em meio à tentativa de reduzir a alavancagem da companhia após a renegociação de suas dívidas.
A empresa aprovou a emissão de até 966,4 milhões de novas ações a R$ 0,90 cada, operação que pode movimentar até R$ 869,8 milhões. A homologação parcial depende de uma subscrição mínima de R$ 427 milhões. Além de dinheiro, os investidores podem integralizar as novas ações com créditos de debêntures da Viveo.
A DNA havia se comprometido a fazer com que fundos sob sua gestão subscrevessem ao menos o montante mínimo da operação, por meio da conversão desses títulos de dívida em ações. Na prática, o aumento de capital permite à Viveo trocar parte da dívida por patrimônio e reduzir a pressão financeira sobre a operação.
Ao fim de junho, a Viveo tinha R$ 2,9 bilhões em dívida líquida e alavancagem de 3,73 vezes o resultado operacional (Ebitda). O número ainda não considera o efeito integral do aumento de capital, que poderia levar a dívida líquida para perto de R$ 2 bilhões no cenário máximo, segundo a empresa.
