Diante da mudança, a equipe de relações com investidores da fabricante de artigos esportivos enviou um memorando aos executivos para esclarecer que a saída do S&P 100 não altera os negócios, a estratégia, as operações ou a listagem das ações da companhia. O documento foi analisado pela Bloomberg News.
“Vocês provavelmente viram manchetes ou comentários nas redes sociais sobre a retirada da Nike do índice S&P 100”, diz o memorando. “Como parte da cobertura pode ser confusa, queríamos fornecer alguns fatos e pontos para discussão com suas equipes.”
A Nike disse ainda que continua sendo integrante do S&P 500, e essa mudança não afeta nossos negócios, estratégia, operações ou listagem em bolsa, escreveram as equipes de relações com investidores e comunicação da empresa. Procurado pela Bloomberg, a Nike não quis comentar.
A S&P Dow Jones Indices anunciou na semana passada que a Nike deixará o S&P 100 em 21 de setembro, junto com Honeywell Aerospace, Simon Property Group e Colgate-Palmolive. As quatro empresas serão substituídas por Dell Technologies, Palo Alto Networks, Arista Networks e Sandisk.
O S&P 100 reúne algumas das maiores e mais conhecidas empresas americanas e passa por revisões trimestrais. A Nike faz parte do índice desde o fim de 2008.
Queda das ações
A saída ocorre após uma forte desvalorização das ações da Nike. Os papéis acumulam queda de mais de 40% em 2026 e caminham para o quinto ano consecutivo de baixa.
Com isso, o valor de mercado da empresa está em cerca de US$ 55 bilhões, muito abaixo do recorde de US$ 281 bilhões, registrado em novembro de 2021. Mesmo com a retirada da Nike, os índices S&P 100 e S&P 500 acumulam alta em 2026 e caminham para o quarto ano consecutivo de valorização.
Mudanças na composição dos índices são acompanhadas de perto pelos investidores porque podem provocar compras e vendas de grandes volumes de ações por fundos passivos, que buscam acompanhar a composição dos índices.
O ETF iShares S&P 100, que replica o S&P 100, tem cerca de US$ 20 bilhões em ativos e possui aproximadamente US$ 19 milhões em ações da Nike, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O impacto é maior nos fundos que acompanham o S&P 500. O Vanguard S&P 500 ETF, por exemplo, tem mais de US$ 1 trilhão em ativos e possui mais de US$ 700 milhões em ações da Nike.
Um fundo semelhante da State Street detém cerca de US$ 560 milhões em ações da empresa, enquanto o iShares Core S&P 500 ETF possui aproximadamente US$ 575 milhões.
