A capital amazonense amanheceu sob uma densa camada de fumaça e névoa seca nesta sexta-feira, liderando o ranking nacional das capitais com a pior qualidade do ar no país, segundo dados em tempo real monitorados pela plataforma global IQAir e pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva/Uea). O índice de partículas inaláveis finas (PM2.5) ultrapassou a marca de 148 pontos, enquadrando a atmosfera na faixa considerada “prejudicial a grupos sensíveis”.
Focos de queimadas no interior e fatores climáticos
Especialistas em meteorologia apontam as causas para a concentração de poluentes sobre a capital:
- Corredor de Fumaça do Sul do Amazonas: A circulação dos ventos transporta a queima de biomassa florestal de municípios das calhas do Madeira e Purus diretamente em direção à bacia de Manaus.
- Inversão Térmica nas Primeiras Horas: O ar frio da madrugada retém a fumaça próxima ao solo, dificultando a dispersão das partículas antes do aquecimento solar pleno.
Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e prontos-socorros da rede municipal registraram aumento na procura por inalação e atendimento a crianças e idosos com sintomas de irritação ocular e falta de ar.
Recomendações das autoridades de saúde
A Defesa Civil e médicos pneumologistas recomendam evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre nas primeiras horas da manhã, reforçar a hidratação constante e utilizar máscaras de proteção facial do tipo PFF2 em ambientes externos.
