O plano de sale-leaseback amplia os esforços da Hapvida para reforçar as finanças, após colocar à venda as operações no Sul no início deste ano. A empresa agora avalia formas de monetizar imóveis hospitalares sem deixar de operar as unidades, o que evidencia a pressão para gerar caixa diante do aumento da alavancagem.
A relação entre dívida líquida e Ebitda da Hapvida subiu para 2,49 vezes no segundo trimestre de 2026, ante 1,26 vez um ano antes. A empresa avalia várias alternativas para melhorar a liquidez e fortalecer o balanço.
Representantes de BTG e XP não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A Hapvida disse que não comenta rumores ou especulações de mercado, mas afirmou que mantém uma agenda contínua focada em eficiência operacional.
Em uma estrutura de sale-leaseback, a Hapvida venderia imóveis hospitalares a investidores e continuaria a operá-los por meio de contratos de aluguel de longo prazo. As conversas ainda estão em estágio inicial e não há garantia de que uma transação será concretizada, disseram as pessoas.
BTG e XP também assessoram a venda das operações da Hapvida no sul do Brasil e continuam em negociações com potenciais compradores, segundo as pessoas.
Como está a dívida da Hapvida
A relação entre dívida líquida e Ebitda da Hapvida subiu para 2,49 vezes no segundo trimestre de 2026, ante 1,26 vez um ano antes. A empresa avalia várias alternativas para melhorar a liquidez e fortalecer o balanço.
A Hapvida trabalha para reduzir a alavancagem após anos de expansão, incluindo a combinação com a NotreDame Intermédica. A empresa tem enfrentado escrutínio de investidores enquanto busca melhorar a rentabilidade do grupo ampliado.
A companhia não tem títulos de dívida em circulação no mercado internacional, e o endividamento está concentrado em papéis negociados no mercado local, segundo dados compilados pela Bloomberg.
