Economia

Eneva fecha acordo para venda da usina Itaqui para a Diamante Energia

A Eneva celebrou na terça-feira (primeiro de setembro) um contrato com a Diamante Geração de Energia, que, na prática, representa a venda da Itaqui Geração para a Diamante por meio de permuta de participações societárias. No fechamento da operação, a Eneva transferirá à Diamante 100% das ações da Itaqui Geração de Energia. Em troca, a...

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A Eneva celebrou na terça-feira (primeiro de setembro) um contrato com a Diamante Geração de Energia, que, na prática, representa a venda da Itaqui Geração para a Diamante por meio de permuta de participações societárias.

No fechamento da operação, a Eneva transferirá à Diamante 100% das ações da Itaqui Geração de Energia.

Em troca, a companhia vai receber a fatia que restava da Porto do Pecém Transportadora de Minérios (“PPTM”). Essa parcela equivale à 50% da PPTM, o que torna a Eneva a detentora do capital total do porto.

Além disso, a Diamante pagará à Eneva R$ 400 milhões em dinheiro, sujeito a correção monetária calculada desde 30 de junho de 2026 até o fechamento do negócio.

O acordo prevê ainda o pagamento de uma parcela contingente adicional de até R$ 467 milhões pela Diamante.

Esse adicional será pago se houver a antecipação do início do período de suprimento de energia estabelecido no contrato de reserva de capacidade no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência de 2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Itaqui tem como principal ativo a usina termelétrica a carvão UTE Porto do Itaqui, com capacidade instalada de 360 MW.

A usina possui contratos de comercialização de energia vigentes até 21 de dezembro de 2027. Além disso, foi declarada vencedora no leilão de reserva de capacidade, no produto 2031, pelo prazo de 10 anos. Significa que, a partir de 1º de agosto de 2031, começa a fornecer a energia contratada.

Já a PPTM integrará a implementação de um terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito, com capacidade de escoamento de até 14 milhões de m³ por dia, no Complexo Industrial do Pecém.

A Diamante ainda notificou que não tem interesse em exercer a opção de compra que lhe conferia o direito de adquirir 30% do capital social das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) dos projetos de geração do Hub Ceará. Com isso, a opção foi cancelada.

A conclusão das operações está sujeita a condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O Bradesco BBI atuou como assessor financeiro da transação.

Empresa integrada de energia, a Eneva combina geração térmica com exploração e produção de gás natural.

Concebida por Eike Batista como parte de um projeto inovador de energia, a empresa quase sucumbiu ao colapso do grupo EBX.

Após enfrentar recuperação judicial e uma reestruturação estratégica liderada pelo BTG Pactual, a companhia não só sobreviveu como se tornou referência no setor elétrico. É controlada atualmente pelo banco.



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