O mercado também foi afetado depois que o Tesouro recomprou US$ 5,19 bilhões em títulos da dívida, valor inferior ao que havia indicado anteriormente o secretário Scott Bessent. O S&P 500 caiu pelo quarto dia consecutivo, a mais longa sequência de perdas desde junho.
O movimento tem importantes repercussões no mercado brasileiro, na medida em que também pressiona os juros futuros locais, o que encarece o custo de capital e afeta as perspectivas de empresas brasileiras.
Um indicador de inflação ao produtor mostrou uma renovação das pressões provocadas pela alta dos preços de energia no mês passado.
Os números foram divulgados um dia antes do índice de preços ao consumidor – o CPI –, que deve mostrar uma inflação subjacente relativamente moderada, ainda que os preços da gasolina tenham elevado o indicador cheio, com todas as categorias.
Alguns dirigentes do Fed sinalizaram que a decisão sobre os juros na reunião de 15 e 16 de setembro poderá depender do que os relatórios de inflaçãp desta semana revelarem.
“A inflação continua sendo um problema”, disse Clark Bellin, da Bellwether Wealth. “Embora os movimentos nos juros não possam derrubar os preços elevados do petróleo, o trabalho do Fed é responder às pressões inflacionárias.”
Petróleo e juros
À medida que a guerra no Irã se prolonga, as pressões inflacionárias se tornam mais enraizadas, disse Jeffrey Roach, da LPL Financial. Nesse ritmo, uma alta de juros pelo Fed na próxima semana parece provável, acrescentou.
Embora uma alta ainda não seja uma certeza, o Fed pode estar ficando sem espaço para acomodar outro choque de oferta sem obter mais garantias sobre a inflação subjacente, segundo Krishna Guha, da Evercore.
Ainda assim, a empresa colocou sob revisão sua previsão de que o Fed – do novo presidente Kevin Warsh – não elevaria os juros e a atualizará após a divulgação do relatório do CPI na sexta-feira.
“A inflação é uma restrição física e um problema geopolítico, não um problema monetário”, disse Brian Jacobsen, da Annex Wealth Management.
“Se o Fed elevar os juros na próxima semana, deveria ser uma alta simbólica, para afirmar sua independência e construir credibilidade, e não na esperança de que ela resolva de fato o problema da inflação.”
Enquanto isso, o Banco Central Europeu elevou os juros pela segunda vez desde o início da Guerra no Irã, com os preços mais altos do petróleo levando a apostas em novos aumentos.
