A World, projeto por trás da criptomoeda worldcoin (WLD), ligada a Sam Altman, um dos criadores do ChatGPT, quer levar seu ecossistema aos bancos. Para que? Para ajudar a provar que alguém é humano.
Nesta semana, o projeto apresentou uma novidade chamada World ID para bancos e instituições financeiras. A proposta é ajudar essas empresas a confirmar se existe uma pessoa real por trás de transações, negociações e solicitações de clientes – e não um robô disfarçado de gente tentando aplicar um golpe.
São três tipos de comprovação. A primeira confirma que a pessoa é real e única após uma verificação na Orb, o dispositivo da World que escaneia a íris. A segunda usa uma selfie para verificar se há uma pessoa presente naquele momento.
Já a terceira permite confirmar informações como idade e nacionalidade a partir de documentos oficiais, sem revelar dados além dos necessários.
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Por que isso agora?
Até pouco tempo atrás, a internet era um espaço em que nós, Homo sapiens, interagíamos principalmente uns com os outros. Mas agora há cada vez mais agentes de inteligência artificial capazes de fazer compras, realizar transações, enviar mensagens e por aí vai.
Tudo bem quando essas ferramentas são usadas para o bem. Mas o mundo não é bem assim, você sabe.
No início de 2024, por exemplo, um funcionário da empresa de engenharia Arup transferiu cerca de US$ 25,6 milhões após participar de uma videoconferência na qual todos os outros participantes eram, na verdade, deepfakes. Ou seja, imagens e vozes falsas criadas com inteligência artificial para imitar pessoas reais
E o problema pode ficar ainda maior. A Deloitte estima que as perdas com fraudes viabilizadas por inteligência artificial nos Estados Unidos podem chegar a US$ 40 bilhões até 2027, ante US$ 12,3 bilhões em 2023.
A ideia da World, portanto, é tentar lidar com esse cenário que está se desenhando.
Polêmicas
A World, porém, não chega a essa nova etapa sem uma bagagem de controvérsias envolvendo privacidade. Vale lembrar que o projeto ficou conhecido por oferecer tokens da criptomoeda WLD em troca do escaneamento da íris. No Brasil, chegou a instalar dispositivos Orb em diferentes pontos da cidade de São Paulo.
Em janeiro de 2025, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão da oferta de criptomoedas ou de qualquer outra compensação financeira em troca da coleta da íris. O tema também chegou à Justiça e ao Legislativo paulista, com iniciativas para investigar a coleta de dados biométricos.
E não foi só no Brasil que rolou treta, não. Autoridades de Reino Unido, Espanha, Portugal, Hong Kong e outras localidades também investigaram, determinaram a suspensão da coleta de dados ou adotaram outras medidas contra a iniciativa.
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Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h
Bitcoin (BTC): -0,94%, US$ 81.474,91
Ethereum (ETH): -1,40%, US$ 2.385,44
BNB (BNB): +0,52%, US$ 728,11
XRP (XRP): -0,68%, US$ 1,29
Solana (SOL): –0,51%, US$ 104,17
Outros destaques do mercado cripto
Mais pedidos de licença cripto. As solicitações para atuar regularmente no Brasil continuam chegando ao Banco Central. Além da exchange global OKX, sobre a qual falamos ontem, a corretora brasileira Brasil Bitcoin e a fintech de stablecoins UnblockPay também protocolaram seus pedidos. Lembrando que o prazo para solicitar autorização termina em 30 de outubro.
De olho nos crimes com cripto. Infelizmente, as criptomoedas também são usadas por criminosos. Mas as autoridades estão aprimorando as ferramentas para rastrear esses ativos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por exemplo, participou de encontros promovidos pelo Conselho da Europa com especialistas e autoridades de mais de 100 países para discutir estratégias de rastreamento e apreensão de criptos.
Dia bom para o ETF de bitcoin da BlackRock. Os ETFs de bitcoin à vista dos Estados Unidos receberam US$ 526,6 milhões na segunda-feira (19), o maior saldo positivo diário em quase um mês. O destaque foi o fundo IBIT, da BlackRock, que sozinho atraiu US$ 665,2 milhões. Na contramão, os fundos da Fidelity e da Grayscale tiveram saídas de US$ 83,6 milhões e US$ 54,9 milhões, respectivamente. Já os ETFs de ether perderam US$ 103,3 milhões.
