Economia

Dólar sobe mais de 8% e passa de R$ 5,40 na abertura

O dólar abriu em alta de mais de 8% ante o real nesta segunda-feira (26) na abertura da primeira sessão após o segundo turno das eleições. A moeda americana superou a marca de R$ 5,40. Mas menos de uma hora mais tarde o câmbio saltou de novo. Por volta de 10h, o dólar subia 12,62%,...

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O dólar abriu em alta de mais de 8% ante o real nesta segunda-feira (26) na abertura da primeira sessão após o segundo turno das eleições. A moeda americana superou a marca de R$ 5,40.

Mas menos de uma hora mais tarde o câmbio saltou de novo.

Por volta de 10h, o dólar subia 12,62%, negociado a R$ 5,6056.

O avanço da moeda era esperado por gestores e analistas após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para um quarto mandato de forma inesperada – dado o conjunto de pesquisas que apontavam a vitória do adversário, Flávio Bolsonaro.

As pesquisas indicavam o contrário, uma vantagem entre 1 e 2 pontos para o oposicionista no segundo turno.

O cenário de manutenção do governo frustra a maior parte do mercado que apostou na vitória de Flávio e de um prometido ajuste fiscal, o que já começava a derrubar os chamados prêmios de risco dos ativos brasileiros.

O dólar sobe, portanto, em meio a uma volta dos prêmios mais altos pedidos pelos investidores em um cenário de risco fiscal mais elevado.

A forte e rápida elevação da divisa dos EUA também traz de volta temores sobre pressão inflacionária e pode reduzir o espaço para o Banco Central cortar a Selic mais vezes.

A moeda americana volta aos patamares visto em janeiro deste ano. A última vez que a divisa dos EUA alcançou esse nível foi em 5 de janeiro.

Várias casas passaram a revisar os patamares projetados para a moeda americana. O ASA, por exemplo, enxerga o dólar a R$ 5,50 no fim de 2026 e R$ 5,70 no encerramento de 2027.

O Morgan Stanley enxerga o dólar em R$ 5,60, mas com potencial para voltar a superar R$ 6, caso o cenário fiscal se deteriore e surja o risco de dominância fiscal, ou seja, quando a política fiscal (os gastos e o endividamento do governo) dita os rumos da economia e anula a eficácia da política monetária.

— Em atualização.



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