Economia

Com bets proibidas, Cimed negocia patrocínio com 10 times

A proibição das apostas esportivas online virou, segundo o CEO da Cimed, João Adibe, uma oportunidade para fazer as marcas de consumo da farmacêutica mais conhecidas. O executivo afirmou ao InvestNews que já negocia com mais de 10 times diferentes formatos de patrocínio para estampar os uniformes dos clubes. Atualmente, a empresa é patrocinadora do...

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A proibição das apostas esportivas online virou, segundo o CEO da Cimed, João Adibe, uma oportunidade para fazer as marcas de consumo da farmacêutica mais conhecidas.

O executivo afirmou ao InvestNews que já negocia com mais de 10 times diferentes formatos de patrocínio para estampar os uniformes dos clubes. Atualmente, a empresa é patrocinadora do Palmeiras e do Cruzeiro, além da Seleção Brasileira.

Logo que houve a proibição das bets por medida provisória do governo federal, Adibe publicou em suas redes um vídeo com a equipe de marketing da empresa falando sobre a possibilidade de ter suas marcas nas camisas de futebol. O vídeo acumula quase 3 milhões de visualizações.

“É uma oportunidade de fazer nossas marcas mais conhecidas do grande público. A presença das bets tinha aumentado demais os valores de cota de patrocínio”, afirmou ao InvestNews durante entrevista na B55 Conference, evento de empreendedorismo do Instituto B55.

A proibição atingiu os principais clubes de futebol, que agora se preparam para perder receitas provenientes das casas de apostas, que cresceram 67% no ano passado, para cerca de R$ 1 bilhão (US$ 191 milhões), segundo um relatório elaborado pelo economista Cesar Grafietti em parceria com a Outfield, consultoria de gestão esportiva.

A ideia da Cimed, segundo Marques, é ir além da estampa e criar produtos dos times para as marcas da empresa, como ela já faz com desodorantes Super do Palmeiras e do Cruzeiro.

Mais consumo

O principal objetivo da Cimed é reforçar marcas como a Super, que já tem linha de cuidados bucais, desodorantes e, neste ano, lançou sua linha de protetores solares.

A estratégia do grupo da família Marques tem sido aumentar cada vez mais a importância das categorias de consumo dentro na receita e diminuir a dependência da venda de medicamentos. Hoje, 60% da receita da Cimed vem da categoria de consumo. Eram 31% em 2021.

Ainda segundo o executivo, a categoria de consumo, como produtos de beleza e higiene pessoal, exige mais investimentos e gasto com marketing, o que diminui a margem. Mas essa perda de rentabilidade é algo que vale a pena, de acordo com ele, para o plano de longo prazo da Cimed, que quer passar de um faturamento de R$ 5 bilhões para um de R$ 10 bilhões.

É que a atuação da Cimed em medicamentos é concentrada no mercado de genéricos, mas medicamentos que exigem receita, responsáveis por 55% do faturamento do setor, exigem uma rede de relacionamento com médicos que a empresa não tem.



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Redação A Notícia 24H.