A proibição atingiu os principais clubes de futebol, que agora se preparam para perder receitas provenientes das casas de apostas, que cresceram 67% no ano passado, para cerca de R$ 1 bilhão (US$ 191 milhões), segundo um relatório elaborado pelo economista Cesar Grafietti em parceria com a Outfield, consultoria de gestão esportiva.
A ideia da Cimed, segundo Marques, é ir além da estampa e criar produtos dos times para as marcas da empresa, como ela já faz com desodorantes Super do Palmeiras e do Cruzeiro.
Mais consumo
O principal objetivo da Cimed é reforçar marcas como a Super, que já tem linha de cuidados bucais, desodorantes e, neste ano, lançou sua linha de protetores solares.
A estratégia do grupo da família Marques tem sido aumentar cada vez mais a importância das categorias de consumo dentro na receita e diminuir a dependência da venda de medicamentos. Hoje, 60% da receita da Cimed vem da categoria de consumo. Eram 31% em 2021.
Ainda segundo o executivo, a categoria de consumo, como produtos de beleza e higiene pessoal, exige mais investimentos e gasto com marketing, o que diminui a margem. Mas essa perda de rentabilidade é algo que vale a pena, de acordo com ele, para o plano de longo prazo da Cimed, que quer passar de um faturamento de R$ 5 bilhões para um de R$ 10 bilhões.
É que a atuação da Cimed em medicamentos é concentrada no mercado de genéricos, mas medicamentos que exigem receita, responsáveis por 55% do faturamento do setor, exigem uma rede de relacionamento com médicos que a empresa não tem.
