A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou que está abandonando a campanha eleitoral para liderar a ONU. Neste sábado, ela explicou que, diante de sua posição nas rodadas de votações, não irá seguir com sua candidatura.
Bachelet foi apoiada pelo Brasil e México, depois que o governo de extrema direita do Chile retirou seu endosso ao nome da ex-chefe de estado.
Numa declaração, ela afirmou que “a decisão do próximo secretário ou secretaria geral é uma decisão que importa milhões de pessoas”.
“Estou convencido de que a liderança não é só saber quando avançar. É também saber quando desistir para que o processo siga seu curso. Os resultados da enquete do Conselho de Segurança me indicam o que são momento chegou. E eu aceitei com a mesma convicção com o que assumi esta candidatura”, disse.
Na sexta-feira, a enquete realizada entre os países do Conselho trouxe a candidata Rebecca Grynspan, da Costa Rica, na primeira colocação. O segundo lugar ficou para Carolyn Birkett, da Guiana.
Para que a escolha seja confirmada, a candidata precisa de nove votos entre os 15 membros do Conselho, incluindo todos os países com cadeira permanente.
Bachelet, ainda assim, afirmou que não se arrepende da campanha. “Contribuímos para a instalação no debate global que a próxima secretaria geral deverá ser uma mulher da América Latina, uma pessoa verdadeiramente independente e leal aos princípios da Carta da organização
“Junto ao apoio do Brasil e do México, visitamos praticamente todos os países membros do Conselho com nossa mensagem de reformar a organização para torná-la mais eficiente em suas tarefas fundamentais e regenerar a confiança na cidade global”, disse.
Na declaração, ela agradeceu aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum, “que respaldaram esta candidatura desde o primeiro dia com generosidade e convicção política real”.
