A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou tração inédita nesta quarta-feira nos corredores do Congresso Nacional em Brasília. A iniciativa, que visa reduzir a jornada máxima semanal sem redução salarial para ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores, alcançou apoio maciço de parlamentares de diversas legendas e provocou debates acalorados entre líderes da base e da oposição.
Pressão popular e embate de bancadas no Parlamento
O texto legislativo propõe alterar o artigo 7º da Constituição Federal, desencadeando reações polarizadas entre setores produtivos e centrais sindicais:
- Defesa do Bem-Estar: Autores da proposta apontam que a jornada exaustiva compromete a saúde mental dos trabalhadores e gera custos bilionários com afastamentos previdenciários.
- Custo Operacional e Emprego: Confederações nacionais da indústria e do comércio sustentam que a mudança abrupta pode onerar pequenas empresas e pressionar a inflação de serviços.
Diante da enorme repercussão pública, o presidente da Câmara sinalizou a abertura de comissões temáticas para ouvir especialistas do mercado de trabalho.
Próximos passos da tramitação em plenário
Para ser votada em plenário, a matéria precisará cumprir o rito formal de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para uma comissão especial dedicada.
