Economia

Anthropic, dona do Claude, lança IA mais barata para tarefas complexas

A Anthropic está lançando uma nova versão de seu poderoso modelo de inteligência artificial Fable, que, segundo a empresa, é melhor em tarefas de programação e ciência, além de mais econômica — mudanças que, de acordo com a companhia, respondem a comentários de clientes. A empresa informou que o Fable 5.1, que deve ser lançado...

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A Anthropic está lançando uma nova versão de seu poderoso modelo de inteligência artificial Fable, que, segundo a empresa, é melhor em tarefas de programação e ciência, além de mais econômica — mudanças que, de acordo com a companhia, respondem a comentários de clientes.

A empresa informou que o Fable 5.1, que deve ser lançado na terça-feira, tem maior capacidade para executar tarefas longas e complexas de programação, como projetos de software ou revisões de código que exigem trabalhar com todo o código de uma aplicação.

A nova versão também é melhor para auxiliar em trabalhos científicos, como elaborar desenhos de experimentos, simular o que pode acontecer durante um experimento e interpretar informações apresentadas em diagramas e tabelas complexos, segundo a Anthropic.

As empresas estão cada vez mais tentando justificar e controlar os custos do uso de IA, em um momento em que modelos de código aberto (open-weight) e de menor custo desenvolvidos na China avançam rapidamente. Essas tendências pressionam empresas americanas que desenvolvem modelos de IA, como a Anthropic.

A Anthropic cobrará dos clientes corporativos o mesmo preço por token (uma unidade de dados processada pelos modelos de IA) no Fable 5.1 que cobra pelo Fable 5. A empresa, porém, reduzirá o preço cobrado quando o modelo de IA recuperar informações que já havia processado anteriormente.

A Anthropic afirmou que a redução de 75% no preço dessa etapa do processamento deverá provocar uma “redução substancial” no custo total de operação do modelo.

Essa etapa pode representar metade ou mais dos tokens usados na execução de algumas das tarefas mais longas e complexas realizadas nos modelos de IA da Anthropic, afirmou Dianne Penn, responsável pela gestão de produtos de pesquisa e laboratórios da empresa.

“Essa era uma das áreas que queríamos melhorar, em resposta ao feedback dos clientes”, disse ela.

O modelo também foi desenvolvido para executar tarefas usando menos tokens, acrescentou Penn.

Segundo a empresa, o Fable 5.1 também teve melhorias nos classificadores de segurança — softwares que identificam e bloqueiam comandos problemáticos enviados a um modelo. Agora, eles são mais precisos e apresentam muito menos falsos positivos. Isso significa que usuários que trabalham com tarefas relacionadas a cibersegurança e biologia poderão realizá-las de forma mais eficiente.

A Anthropic acrescentou que pretende permitir que clientes corporativos mantenham os dados em sua própria infraestrutura de computação em nuvem ao utilizar seus modelos de inteligência artificial mais avançados, em vez de armazená-los na infraestrutura da Anthropic.

A empresa continuará, porém, realizando suas verificações de segurança nesses dados. A mudança representa uma alteração significativa em relação a uma política anterior de retenção de dados criada para reduzir potenciais riscos cibernéticos, confirmando informações divulgadas anteriormente pela Bloomberg.

A Anthropic também espera lançar na terça-feira uma versão atualizada de seu modelo Mythos 5.1, disponível apenas por convite, para um grupo limitado de usuários previamente selecionados. Embora Fable e Mythos sejam semelhantes, o Fable é impedido de executar determinadas tarefas relacionadas à cibersegurança e à ciência.

Preocupações do governo dos Estados Unidos com os riscos de segurança associados às capacidades dos dois modelos levaram à imposição de restrições de acesso em junho.

Os limites para o Fable 5 foram retirados depois que a Anthropic adicionou classificadores que permitem ao modelo identificar e bloquear um número maior de tarefas de cibersegurança. O acesso ao Mythos 5 também foi posteriormente restaurado, mas para um grupo menor de usuários.

A Anthropic e sua concorrente OpenAI passaram grande parte do último ano desenvolvendo ferramentas de IA para automatizar uma gama maior de tarefas profissionais incluindo programação, cibersegurança, serviços financeiros, ciência e saúde, com o objetivo de conquistar mais clientes corporativos e justificar suas elevadas avaliações de mercado.

A Anthropic deverá alcançar uma receita anualizada superior a US$ 65 bilhões, segundo informações divulgadas pela Bloomberg. O valor representa um aumento de mais de sete vezes em relação ao ritmo de receita registrado pela empresa no fim de 2025.

Tanto a Anthropic quanto a OpenAI apresentaram documentos confidenciais para iniciar o processo de abertura de capital. A expectativa é que a Anthropic possa fazer sua estreia na bolsa já no outono deste ano nos Estados Unidos.



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Redação A Notícia 24H.