Questionado se espera que o banco central americano suba as taxas na reunião da próxima semana, Trump respondeu: “Não sei.”
As declarações ocorrem após a divulgação, na última sexta-feira, de dados que mostram que os preços ao consumidor nos EUA subiram acima do esperado em agosto.
O Fed deve interpretar esses números como um sinal para realizar o primeiro aumento de juros em três anos.
Os dados de inflação levaram investidores a aumentar as apostas em um aperto monetário, precificando uma probabilidade de 86% de alta em setembro e até dois aumentos até o fim do ano.
Inflação e descontentamento eleitoral
A economia americana vem enfrentando o encarecimento dos preços de energia com a guerra contra o Irã — agora em seu sétimo mês —, enquanto as políticas tarifárias de Trump também complicam o cumprimento da meta de inflação do Fed.
Embora Trump tenha criticado duramente o ex-presidente do Fed, Jerome Powell, por sua resistência em cortar juros de forma mais agressiva, Warsh ainda não sofria o mesmo nível de pressão pública.
Nas últimas semanas, contudo, o presidente voltou a sinalizar insatisfação com a postura do BC.
Apesar das críticas, Trump sugeriu que Warsh pode estar de mãos atadas devido a um conselho de diretores que ele classificou como “muito político”.
No início de setembro, o presidente chegou a acenar com o corte de trocas comerciais com países com os quais os EUA mantêm déficit caso o BC não reduzisse os juros, embora não tenha ficado claro como a ameaça ajudaria a baixar as taxas.
“Entendo mais de fórmulas do que qualquer um. Com o melhor crédito do mundo, enriquecemos outros países. Poderíamos desligar isso em dois minutos”, afirmou Trump no domingo.
A insatisfação popular com a condução da economia e da guerra se reflete nas pesquisas. As preocupações com o alto custo de vida — que atinge energia, moradia, saúde e alimentos — despontam como o principal tema para os eleitores na véspera das eleições de meio de mandato em novembro, ameaçando a maioria republicana no Congresso.
