Economia

Saques a 50 lojas e prejuízo de US$ 12 milhões. Carrefour cobra proteção após protestos na França

O presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, cobrou uma resposta mais firme do governo francês para proteger os comerciantes após saques e atos de vandalismo atingirem 50 lojas da rede durante uma onda de protestos no país no fim de semana. Em publicação na rede social X neste domingo (18), Bompard afirmou que 19 lojas de...

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O presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, cobrou uma resposta mais firme do governo francês para proteger os comerciantes após saques e atos de vandalismo atingirem 50 lojas da rede durante uma onda de protestos no país no fim de semana.

Em publicação na rede social X neste domingo (18), Bompard afirmou que 19 lojas de proximidade e supermercados do Carrefour foram saqueados e depredados. Os ataques ocorreram em cidades como Paris, Rennes, Lille e Bordeaux.

As manifestações em Paris

Os protestos reuniram mais de 550 mil pessoas em todo o país no sábado (17), segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.

As manifestações começaram com reivindicações relacionadas ao custo de vida e às condições de escolas e hospitais, mas terminaram em episódios de violência, saques e depredação. Segundo dados do Ministério do Interior divulgados no domingo, 2.397 pessoas foram presas.

O governo francês reconheceu falhas na avaliação da dimensão dos atos e anunciou o reforço das medidas de segurança. Em algumas áreas de Paris, foi estabelecido toque de recolher a partir das 23h. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu também pediu às autoridades regionais que adotassem restrições semelhantes onde fosse necessário.

Prejuízos ao comércio

Bompard também manifestou solidariedade aos comerciantes de outras redes. Cerca de 1.500 lojas de outras marcas foram atingidas pela onda de violência.

“Por trás dessa destruição, há também consequências humanas e econômicas consideráveis. Dezenas de funcionários de nossos parceiros franqueados serão obrigados a entrar em regime de desemprego parcial. A conta dos reparos ultrapassará 10 milhões de euros (US$ 11,6 milhões), e nossos comerciantes precisam que os procedimentos de indenização sejam acelerados, como ocorre em casos de desastres naturais”, afirmou Bompard.

Segundo o executivo, algumas unidades mais afetadas poderão permanecer fechadas por um período prolongado. Ele também defendeu uma resposta rigorosa contra os responsáveis pelos ataques.

O impacto econômico dos distúrbios pode ultrapassar os prejuízos registrados pelo Carrefour. Segundo a Bloomberg, Bompard afirmou que o custo total dos danos provocados pela onda de violência pode chegar a centenas de milhões de euros. A estimativa considera os estragos em diferentes estabelecimentos, e não apenas nas lojas da rede.

Os episódios também começaram a afetar o setor de turismo. Representantes da hotelaria relataram cancelamentos em hotéis de luxo de Paris após as cenas de violência, embora ainda não houvesse dados consolidados sobre a dimensão do impacto. “A República deve proteger seus comerciantes”, escreveu Bompard.



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Redação A Notícia 24H.