O resultado mostra uma aproximação dos presenciáveis. Na rodada anterior, divulgada na segunda-feira, Flávio tinha 52% e Lula, 48%.
Na Indexa/Broadcast, também reportada nesta manhã, Flávio caiu de 51% para 50,6% das intenções, enquanto Lula subiu de 49% para 49,4%. Na noite de hoje, a partir das 19h, chegam os (tão aguardados) números do Datafolha.
Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset, os levantamentos até agora limitam a confiança dos investidores nas apostas eleitorais que impulsionaram os ativos após o primeiro turno.
Ele afirma que, para sustentar a valorização vista nas últimas semanas, o mercado precisa ver, além do resultado das urnas, propostas fiscais críveis, com condições de serem executadas. Em outubro, o índice ainda sobe mais de 8%.
Na Bolsa, somente 11 das 76 ações do índice operavam no positivo hoje, lideradas por Telefônica (VIVT3). Do lado negativo, as siderúrgicas Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) caíam, respectivamente, 5% e 6%. O frigorífico Marfrig (MBRF3), também na rabeira, caía 6%.
As ações da Magazine Luiza (MGLU3), que disparam mais de 70% em outubro, também apresentam movimento de realização de lucros e caíam 4%. Nas últimas semanas, o papel ganhou embalo em meio às expectativas de juros mais baixos trazerem alívio financeiro para varejista.
Danielle Lopes, analista da Suno Research, acredita que o mercado possa passar por uma volatilidade relevante após o segundo turno, por conta de incertezas sobre o resultado.
“Nesta semana, notei mais investidores atrás de proteção, comprando opções de venda (derivativos que ganham quando o mercado cai). Um movimento contrário ao visto no primeiro turno, em que o fluxo era na direção de opções de compra (que trazem ganhos turbinados quando o mercado sobe)”, comenta Danielle.
No exterior, o S&P 500 caía 1,1%, a 7.672 pontos, em meio a preocupações com as empresas de tecnologia. A Meta afunda 6% mesmo com a receita tendo superado as expectativas. Os investidores seguem preocupados com os pesados investimentos em bens de capital que essas empresas terão de fazer nos próximos anos.
Em meio à aversão ao risco, investidores recorrem aos títulos da dívida americana. No mesmo momento, os juros dos títulos de 10 anos do governo dos EUA recuavam 0,18 ponto percentual, para 4,96%.
