Economia

Prio arremata duas áreas do pré-sal e concentra operação na Bacia de Campos

A Prio arrematou nesta quarta-feira (7) dois blocos exploratórios do pré-sal na Bacia de Campos, com bônus de assinatura que somam R$ 94,6 milhões. As áreas, chamadas Magnetita e Hematita, ficam próximas dos campos de Frade e Wahoo, onde a companhia já opera, e poderão ser desenvolvidas com o uso da infraestrutura existente, caso a...

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A Prio arrematou nesta quarta-feira (7) dois blocos exploratórios do pré-sal na Bacia de Campos, com bônus de assinatura que somam R$ 94,6 milhões.

As áreas, chamadas Magnetita e Hematita, ficam próximas dos campos de Frade e Wahoo, onde a companhia já opera, e poderão ser desenvolvidas com o uso da infraestrutura existente, caso a exploração tenha sucesso.

A aquisição ocorreu no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A Prio foi a única empresa a apresentar propostas pelos dois blocos.

Em fato relevante, a petroleira informou que avaliará os recursos prospectivos das áreas, localizadas no norte da Bacia de Campos. Eventuais descobertas poderão ser conectadas ao FPSO Valente, navio-plataforma instalado no campo de Frade.

A ligação, conhecida no setor como tieback, permite que poços de diferentes áreas utilizem uma mesma unidade de produção. A Prio já adotou essa solução no desenvolvimento de Wahoo, conectado à estrutura de Frade. A possibilidade de compartilhar instalações é um dos elementos da estratégia da companhia para viabilizar projetos e reduzir custos.

Nos novos blocos, porém, esse desenvolvimento depende dos resultados da exploração. O comunicado não apresenta estimativas de volumes recuperáveis nem um orçamento total para o investimento.

O programa exploratório mínimo prevê a aquisição de sísmica 3D, usada para estudar as estruturas do subsolo, e a posterior perfuração de poço exploratório. O prazo de execução é de até sete anos.

Valores

Do valor previsto em bônus de assinatura, R$ 93 milhões correspondem a Magnetita e R$ 1,6 milhão a Hematita. Esses pagamentos se somam aos gastos que a empresa terá com a exploração das áreas e, se houver descobertas comercialmente viáveis, com seu desenvolvimento.

No regime de partilha, os bônus são fixados no edital. A escolha dos vencedores depende do percentual de excedente em óleo oferecido à União. A Prio apresentou propostas de 32,80% para Magnetita e 7,18% para Hematita.

Esse excedente corresponde à parcela da produção que será repartida entre a União e a empresa depois de descontadas as parcelas relativas à recuperação de custos e aos royalties, conforme as regras contratuais.

A Prio já havia disputado uma área sob esse modelo em outubro de 2025. Na ocasião, ofereceu 22,42% de excedente em óleo pelo bloco Citrino, também na Bacia de Campos, mas perdeu para a Petrobras, que apresentou uma proposta de 31,19%, segundo registros da ANP.

A aquisição acontece em um momento de discussão sobre os caminhos de expansão das petroleiras independentes, conhecidas como junior oils.

Como mostrou o InvestNews, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia recolocar no radar a venda de campos maduros da Petrobras, na avaliação de Décio Oddone, ex-diretor-geral da ANP e ex-CEO da Brava Energia.

A compra de operações já produtoras ajudou empresas como a Prio a crescer no país. O negócio anunciado agora acrescenta áreas exploratórias ao portfólio, cujo potencial ainda precisará ser avaliado.

Pelo cronograma da ANP, a homologação do resultado do leilão está prevista até 18 de novembro. O prazo para pagamento dos bônus termina em 30 de dezembro, e a assinatura dos contratos de partilha deverá ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.

Leilão

Ao todo, o leilão terminou com sete dos 13 blocos ofertados arrematados, somando R$ 530,5 milhões em bônus de assinatura e R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos previstos na fase de exploração, segundo a ANP.

As outras seis áreas não receberam propostas, e nenhum dos blocos arrematados teve disputa entre ofertas concorrentes.

Além das duas áreas adquiridas pela Prio, a Petrobras arrematou Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos.

Também em Santos, o consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec ficou com Jade. A norueguesa Equinor levou Rubi sozinha e, em parceria com a portuguesa Galp, arrematou Rodocrosita.



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Redação A Notícia 24H.