Não haverá um novo teto único para substituir os R$ 500. Um pagamento de R$ 600 ou R$ 1 mil, por exemplo, poderá ser feito por aproximação se estiver dentro dos limites autorizados na conta do usuário.
Como ajustar o limite do Pix por aproximação?
O ajuste deverá ser feito pelo aplicativo da instituição financeira. O caminho exato pode variar conforme o banco, mas a lógica é a mesma: o cliente acessa a área do Pix, entra nas configurações de limites e solicita aumento ou redução do valor permitido.
O pedido de aumento pode ser aceito ou não pela instituição, conforme as regras de segurança aplicáveis à conta. Já a redução de limite deve funcionar como uma ferramenta de controle do próprio usuário.
A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.
A nova regra vale só para Pix por aproximação?
A mudança também alcança transações feitas por Código QR, por chaves Pix e por operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.
A JSR permite iniciar uma transação de pagamento em ambiente integrado, sem que o usuário precise ser redirecionado para outro aplicativo em determinadas etapas da operação.
Como funciona o Pix por aproximação?
O Pix por aproximação usa a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a maquininha sem digitar dados manualmente.
A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser usada pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.
Para usar por uma carteira digital, primeiro é preciso vincular a conta bancária ao serviço. Depois, o pagamento funciona de forma parecida com um cartão cadastrado no celular.
O processo costuma seguir esta sequência:
- Informar ao estabelecimento que o pagamento será por Pix;
- Conferir os dados e o valor da cobrança;
- Aproximar o celular da maquininha;
- Fazer a autenticação exigida;
- Confirmar a operação.
Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a transação antes da conclusão.
Quais cuidados tomar?
Com a possibilidade de pagamentos maiores por aproximação, o usuário precisa redobrar a atenção antes de autorizar uma operação.
Os principais cuidados são:
- Conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
- Verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
- Manter bloqueio de tela e autenticação ativos;
- Não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
- Acompanhar notificações de transações;
- Revisar periodicamente os limites no aplicativo do banco.
A regra muda o teto específico da modalidade, mas não muda a lógica de segurança: o pagamento só deve ser confirmado depois da conferência dos dados.
Pix por aproximação ainda é pouco usado
O Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país desde sua criação pelo Banco Central, em 2020. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.
O Pix por aproximação, porém, ainda representa uma fatia pequena desse universo. Em agosto, foram 2 milhões de transações na modalidade, o equivalente a 0,06% do total de operações no mês.
Apesar da participação baixa, o uso vem crescendo. Em janeiro, o total de operações por aproximação havia sido de 1,06 milhão.
*Com informações da Agência Brasil
