Economia

Petrobras arremata 21 blocos em leilão da ANP e pagará R$ 3,2 bilhões

A Petrobras arrematou 21 blocos para exploração de petróleo e gás nos dois leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7). Pelas áreas, a companhia pagará R$ 3,22 bilhões em bônus de assinatura, valor que representa a maior parte dos recursos arrecadados pelo governo com os blocos exploratórios...

Por · 14:39 3 min de leitura
WhatsApp Facebook X


A Petrobras arrematou 21 blocos para exploração de petróleo e gás nos dois leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7).

Pelas áreas, a companhia pagará R$ 3,22 bilhões em bônus de assinatura, valor que representa a maior parte dos recursos arrecadados pelo governo com os blocos exploratórios do regime de concessão.

Ao todo, os dois leilões da ANP tiveram 56 blocos arrematados, com mais de R$ 3,5 bilhões em bônus de assinatura para a União.

Pela manhã, foram ofertados 13 blocos do pré-sal no regime de partilha, dos quais sete receberam propostas. O bônus de assinatura somou R$ 530,5 milhões, com ágio médio de 108%.

No regime de partilha, utilizado no pré-sal e em áreas consideradas estratégicas, as empresas assumem os custos e riscos da exploração e, caso encontrem petróleo ou gás em quantidade comercial, dividem parte da produção com a União. No leilão, vence a oferta que prevê a maior parcela do excedente em óleo destinada ao governo. O bônus de assinatura é definido previamente no edital.

A Petrobras levou dois desses blocos, ambos com 100% de participação e como operadora: Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos.

No bloco Azurita, a estatal ofereceu 30% do excedente em óleo para a União, com bônus de assinatura de R$ 98,4 milhões. No Cruzeiro do Sul, a oferta foi de 15,27%, com bônus de R$ 134 milhões.

A Petrobras também esteve entre as empresas que arremataram áreas do segundo leilão do dia, realizado à tarde pelo regime de concessão.

Nesse modelo, a empresa assume o risco da exploração e, se encontrar petróleo ou gás, fica com a produção, pagando ao governo tributos e participações previstas no contrato, como royalties.

A escolha dos vencedores leva em conta o bônus de assinatura e o Programa Exploratório Mínimo (PEM), que estabelece as atividades que deverão ser realizadas na fase de exploração.

Dos 308 blocos exploratórios ofertados pela ANP, 49 foram arrematados, gerando mais de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura. O ágio médio foi de 3.511,27%, e estão previstos investimentos de R$ 1,58 bilhão na primeira fase dos contratos.

A Petrobras, sozinha, arrematou 12 blocos na Bacia de Campos, todos com 100% de participação. O bônus de assinatura referente à parcela da estatal foi de R$ 2,97 bilhões.

A companhia também formou um consórcio com a QatarEnergy Brasil, no qual terá 70% de participação e será a operadora, enquanto a empresa catariana ficará com 30%. Juntas, as companhias arremataram sete blocos na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial. O bônus correspondente à participação da Petrobras foi de R$ 19,9 milhões.

Somados os dois leilões, os bônus de assinatura da Petrobras chegam a R$ 3,22 bilhões, referentes aos 21 blocos arrematados.

A ANP também leiloou três áreas com acumulações marginais, que são campos ou áreas onde já existe conhecimento sobre a ocorrência de petróleo ou gás, mas com produção reduzida ou menor atratividade econômica. Essas áreas receberam bônus de R$ 1,6 milhão.

Segundo a Petrobras, a participação nos leilões está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia e busca contribuir para a recomposição de reservas. A estatal também destacou sua atuação como operadora em áreas de águas ultraprofundas.

O arremate de um bloco, porém, não significa que exista uma reserva comercial comprovada no local. As empresas ganham o direito de explorar as áreas e assumem o risco de não encontrar petróleo ou gás em quantidade suficiente para viabilizar a produção.

Os leilões fazem parte da Oferta Permanente da ANP, modelo em que áreas ficam continuamente disponíveis para exploração. Diferentemente das rodadas tradicionais, as sessões são realizadas quando empresas manifestam interesse em determinados blocos e apresentam as garantias exigidas.



Invest News

Redacao
Redacao

Redação A Notícia 24H.