Economia

McDonald’s destinará US$ 8,5 bilhões a franqueados para enfrentar concorrência

A McDonald’s reservará cerca de US$ 8,5 bilhões para ajudar seus franqueados a implementar um plano plurianual destinado a melhorar a comida, o atendimento e a operação dos restaurantes. A empresa desembolsará o dinheiro — uma combinação de apoio financeiro e redução de aluguéis — até 2036, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (23), antes do...

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A McDonald’s reservará cerca de US$ 8,5 bilhões para ajudar seus franqueados a implementar um plano plurianual destinado a melhorar a comida, o atendimento e a operação dos restaurantes.

A empresa desembolsará o dinheiro — uma combinação de apoio financeiro e redução de aluguéis — até 2036, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (23), antes do dia do investidor da rede de fast-food.

Os recursos têm como objetivo “acelerar a modernização dos restaurantes, a implementação de tecnologia e melhorias operacionais” como parte de um plano anunciado no início deste ano.

A iniciativa, chamada “Next”, pretende transformar a rede em algo mais do que um lugar para uma refeição rápida e barata. A ideia é reformular os restaurantes para torná-los mais abertos e recuperar elementos lúdicos que desapareceram em reformas anteriores, além de simplificar as cozinhas para que os funcionários trabalhem com mais eficiência.

A companhia também está concentrada em melhorar seu cardápio e treinar funcionários para oferecer um atendimento melhor, com iniciativas como sempre cumprimentar os clientes. A empresa também prepara campanhas de marketing mais personalizadas.

O anúncio do investimento ocorre enquanto a McDonald’s enfrenta uma desaceleração nos negócios nos Estados Unidos. As vendas no último trimestre cresceram no ritmo mais lento em mais de um ano. Erros em ofertas promocionais contribuíram para a fraqueza, depois que algumas promoções não tiveram boa receptividade entre os consumidores.

As ações da McDonald’s subiam menos de 1% no pré-mercado em Nova York nesta quarta-feira. O papel acumulava queda de 18% no ano até o fechamento de terça-feira (22).

Além disso, a rede afirmou que seus restaurantes ficaram sobrecarregados pelo excesso de lançamentos de produtos, o que resultou em um atendimento mais lento e na queda dos índices de satisfação dos clientes. Algumas campanhas de marketing, incluindo refeições relacionadas à Copa do Mundo, ficaram abaixo das expectativas.

A empresa também enfrenta forte concorrência de marcas emergentes focadas em categorias como frango e bebidas.

No mês passado, a McDonald’s substituiu seu então chefe nos EUA por Skye Anderson, executiva veterana da companhia, para trazer “foco e urgência” ao mercado doméstico. A empresa está simplificando seu calendário de marketing e promovendo ofertas consideradas “comprovadas”, como os Extra Value Meals. Também trabalha em uma estratégia de preços de longo prazo.

Nos EUA, a McDonald’s normalmente é proprietária dos imóveis e cobra aluguel dos franqueados, além de royalties e outras taxas.

Mais eficiência

Como parte do plano “Next”, a McDonald’s busca tornar os restaurantes mais eficientes. A empresa estima que isso possa gerar cerca de US$ 100 mil em fluxo de caixa anual adicional para o restaurante americano médio.

Uma das iniciativas é o ArchIQ, sistema de inteligência artificial generativa. A McDonald’s já testou anteriormente sistemas automatizados para receber pedidos nos drive-thrus.

A empresa afirmou que pretende aumentar em 1,5 ponto percentual até 2030 sua participação nos mercados de frango e bebidas, duas categorias de forte crescimento nos EUA.

Marcas mais novas, como Raising Cane’s e 7 Brew, estão se expandindo pelo país, pressionando a McDonald’s a melhorar sua própria oferta. A rede, por exemplo, testa frango empanado artesanalmente.

Enquanto isso, os treinamentos sobre atendimento ao cliente e entrega de alimentos dentro dos padrões da companhia começarão em 5 de outubro.

A empresa também apresentou nesta quarta-feira uma série de metas financeiras. A expectativa é que novos restaurantes contribuam com cerca de 2,5% do crescimento das vendas totais em 2027, antes de desacelerar para aproximadamente 2% até 2030.

As margens operacionais devem ficar na faixa de 50% a 55% até 2030, enquanto a conversão do fluxo de caixa livre deve ficar entre 85% e 90%.

Em resposta à desaceleração da demanda dos consumidores, a McDonald’s adiou no início deste ano sua meta de chegar a 50 mil restaurantes para 2028, em vez do fim de 2027, como havia prometido no último dia do investidor, três anos atrás. A empresa também citou o aumento dos custos de construção.



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