Trump propôs que autoridades de ambos os governos se reunissem o mais breve possível, segundo o Brasil. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Esta é a primeira ligação entre os dois líderes desde que as relações se deterioraram em maio, quando os EUA classificaram dois grandes grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas antes da imposição de tarifas, em julho.
As medidas contribuíram para mergulhar os EUA e o Brasil em uma disputa diplomática, depois que Lula acusou Washington de tentar interferir nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro.
No final de julho, o governo bloqueou vistos para dois funcionários do Departamento de Estado por suspeitar que eles planejassem questionar a integridade do sistema eleitoral do país. Em seguida, os EUA rebaixaram o status do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, embora ela continue autorizada a trabalhar no país, após alegarem que o governo Lula está atrasando o credenciamento de seu enviado diplomático a Brasília.
Lula e Trump entraram em atrito no ano passado depois que o líder americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em uma tentativa malsucedida de ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro a escapar de acusações por tentativa de golpe. Trump posteriormente retirou as tarifas.
Lula também reiterou seu interesse em cooperar com os EUA no combate ao crime organizado, afirmando que o Brasil dispõe dos instrumentos necessários para enfrentar esses grupos sem uma classificação especial, segundo o comunicado.
