Já no meio da noite do dia 25, o país vai saber quem vai governar pelos próximos quatro anos.
Por volta de 15h20, o Ibovespa virou para uma leve alta de 0,5% aos 205.182 pontos.
O dólar se mantém em queda de 0,69% ante o real cotado a R$ 5,01.
Os contratos de futuros de DI se dividem entre aqueles de prazos mais curtos e os de vencimentos mais longos. Aqueles que terminam até 2028, apresentam leves recuos.
É o caso dos que vencem em janeiro de 2028, com recuo de 0,035 ponto percentual para 12,895% ao ano. Já o contrato para janeiro de 2031 segue estável. O futuro de DI para janeiro de 2032 tem alta de 0,01 ponto para 12,765%.
No Tesouro Direto, as taxas passaram a recuar, após abrirem quase estáveis. O Tesouro Prefixado 2032 apresenta recuo para 12,89% ao ano ante 12,96% da véspera.
O Tesouro IPCA+ 2040 saiu de 6,58% na quinta-feira para 6,55%. O título com vencimento em 2050, por sua vez, recuou de 6,51% um dia antes para 6,48%.
Na renda fixa, quando a taxa cai, significa que os preços dos papéis subiram, ou seja, o saldo de quem tem os títulos aumenta.
Cenário binário
Várias casas de análise têm enfatizado o momento atual como “binário”, ou seja, a segunda-feira pós segundo turno pode viver um rali, com forte alta da bolsa e desvalorização do dólar, ou recuar para patamares próximos aos vistos em meados do ano, antes que as pesquisas eleitorais passassem a mostrar a queda da então vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL).
Num eventual cenário de melhora na parte fiscal, o Ibovespa poderia passar de 210 mil pontos no início da semana e rumar aos 235 mil ou até 250 mil pontos no fim de 2027. Essa é, por exemplo, a avaliação da Eleven Financial.
O Itaú BBA projeta uma alta até 246 mil pontos para o principal índice da bolsa brasileira, se houver a consolidação de um cenário de reformas fiscais mais profundas.
O Morgan Stanley vê o dólar a R$ 4,50 no primeiro trimestre de 2027 e Ibovespa a 250 mil pontos, desde que seja divulgado um plano fiscal crível e o cenário global siga estável.
No cenário de reeleição de Lula, com menos perspectiva de melhora nas contas pública, o Citi e o Goldman Sachs preveem uma reversão do rali que ocorreu após o primeiro turno.
Na mínima do segundo semestre, já com o modo eleitoral ligado, o Ibovespa alcançou 166.335 pontos, em 17 de agosto. A partir daí, com as pesquisas passando a mostrar uma queda da vantagem do presidente Lula, o índice passou a subir gradualmente.
No dia 2 de outubro, na última sessão antes do primeiro turno, o Ibovespa fechou em 192.115 pontos.
E no dia 5, no pregão que se seguiu imediatamente após a fase inicial de votação, o índice escalou para 206.912 pontos, com uma alta de quase 8%.
Já o dólar caiu de R% 5,22, no dia 2, para R$ 5, logo após o primeiro turno. A desvalorização ante o real alcançou 4,2%.
“É razoável imaginar que uma vitória de Lula seja inicialmente interpretada pelo mercado como um aumento do prêmio de risco fiscal”, afirma Roberto Simioni economista Chefe da Blue3 Investimentos. “Nesse caso, a primeira reação poderia ocorrer por meio de uma pressão sobre o câmbio e de uma reação negativa da bolsa.”
Se houver uma reversão do rali do primeiro turno, o UBS Wealth Management enxerga o dólar com potencial para subir a R$ 5,40.
Já o Ibovespa, se voltar a precificar a piora do problema fiscal no próximo ano, poderia retornar para a faixa de 160 mil pontos, patamar no qual iniciou 2026.
