Clientes da loja da Apple no Domain Northside, em Austin, foram recebidos pelo novo presidente-executivo, John Ternus, que assumiu o cargo no mês passado. Na loja da Quinta Avenida, em Nova York, a fila já se estendia por vários quarteirões às 5h, três horas antes da abertura para os clientes do iPhone Duo.
O lançamento no local teve a presença de Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing da Apple, e Vanessa Trigub, vice-presidente responsável pelas lojas.
Na loja da Apple em Lawrence Township, Nova Jersey, a cerca de 64 quilômetros da Filadélfia, as versões de 256 e 512 gigabytes se esgotaram na primeira meia hora. Restaram os modelos mais caros, com 1 e 2 terabytes.
Victor Osorio, cliente da loja, disse que, embora os celulares dobráveis não sejam novidade, “a Apple sempre faz algo diferente e dá um toque especial”. “Não estou preocupado com o formato, mas com a dobradiça. Não quero que ela atrapalhe, mas até agora parece estar tudo bem.” Osorio chegou cedo com a companheira, Victoria, que também comprou o Duo e disse estar interessada nos recursos de multitarefa do aparelho.
Na mesma loja, Naveed Abubacker disse que troca de iPhone todos os anos. “A tecnologia dobrável existe há algum tempo, e a Apple chegou atrasada, mas estou pronto para experimentar”, afirmou. “Se não funcionar para mim, vou devolver.”
Na China, houve movimento moderado em Xangai e Pequim. A maioria dos compradores do Duo já era cliente fiel da Apple e disse estar animada para testar o novo design. Muitos precisaram se cadastrar antecipadamente para garantir uma unidade.
“Vou precisar me acostumar”, disse Andy Shen, na loja da Apple em Sanlitun, em Pequim. “Escolhi o Duo principalmente porque ele se abre e oferece uma tela maior, o que melhora a experiência ao assistir a vídeos. Mas outros recursos não estão à altura dos modelos anteriores, como a câmera.”
Como um dos smartphones convencionais mais caros já vendidos, o Duo levantou dúvidas sobre o tamanho da demanda. Em Pequim e Singapura, muitos consumidores deixaram o preço elevado em segundo plano e se concentraram na promessa de um produto realmente novo da Apple, depois de anos de atualizações incrementais.
O iPhone é a principal fonte de receita da Apple, responsável por cerca de metade do faturamento da empresa. O Duo representa a maior mudança de design do aparelho em quase duas décadas. Embora não tenha sido a primeira a lançar um celular dobrável, a Apple espera se destacar com um produto mais refinado, voltado aos seus fãs.
Em vez de repetir a estreia pouco expressiva do headset Vision Pro, há quase três anos, o lançamento do Duo lembra os primeiros lançamentos do iPhone, quando a demanda superava em muito a oferta. Isso ocorre mesmo com os preços chegando a US$ 3.199 nos modelos com 2 terabytes de armazenamento.

Embora o preço do Duo estabeleça um recorde para um smartphone de grande circulação, concorrentes da Apple, como Samsung Electronics, Xiaomi e Oppo, também vêm aumentando os preços. A escassez de chips de memória e de outros componentes encareceu os eletrônicos de consumo de forma generalizada.
Os novos celulares da Apple são difíceis de produzir por causa da dobradiça avançada e da nova tecnologia de tela. Além disso, são fabricados em um número limitado de unidades na China. Nos últimos anos, a Apple ampliou a produção dos iPhones tradicionais, inclusive na Índia, o que ajudou a abastecer o mercado.
A Apple divulgará seus resultados trimestrais em 2 de novembro, mas os números não incluirão as vendas do Duo, já que o período terminou por volta do fim de setembro. Os resultados refletirão as vendas iniciais dos modelos iPhone 18 Pro e Pro Max, lançados em 18 de setembro.
Outras versões, como o iPhone de entrada e o Air atualizado, só chegarão às lojas no ano que vem, informou a Bloomberg News. A mudança em relação ao calendário de lançamentos habitual da empresa busca distribuir melhor a receita ao longo do ano.

