Dados consolidados pelo Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelaram nesta quarta-feira uma expressiva retração de 74% no número de focos de calor detectados por satélite no estado do Amazonas ao longo das últimas duas semanas. A reversão do cenário crítico de queimadas que sufocou cidades da Região Norte resulta da combinação de operações intensivas de brigadas federais com a chegada gradual das primeiras precipitações regulares da estação.
Dados de satélite e análise de especialistas
A plataforma de sensoriamento orbital registrou uma queda drástica na densidade térmica da vegetação:
- Redução Semanal Significativa: Os registros caíram de mais de 1.200 focos ativos na primeira semana de outubro para menos de 280 ocorrências monitoradas na reta final do mês.
- Ação Coordenada de Brigadistas: Mais de 800 homens do Ibama, ICMBio e Forças Armadas atuaram no combate direto a incêndios em reservas extrativistas e terras indígenas.
Cientistas do INPA ponderam que, embora a diminuição dos focos represente alívio imediato, a recuperação biológica do solo degradado exigirá anos de monitoramento e preservação contínua.
Vigilância climática para a transição sazonal
Meteorologistas apontam que a distribuição das chuvas na Bacia Amazônica ainda é irregular, mantendo a necessidade de vigilância constante sobre as regiões do sul do estado e fronteiras agropecuárias.
