Do fechamento de sexta-feira (2) para segunda, o título da petroleira com vencimento em junho de 2035 teve um recuo de 0,53 ponto percentual. Saiu de 7,12% para 6,59% ao ano. Isso correspondeu a um ganho em reais de cerca de 4,5% em apenas um dia.
Outra debêntures da Petrobras com vencimento em junho de 2040 registrou um recuo do patamar de IPCA mais 6,91% para inflação mais 6,45% ao ano – ou seja, uma queda de 0,46 ponto na taxa. Houve uma valorização de cerca de 4% no preço do papel.
No caso da Vale, a debênture com prazo até outubro de 2034 passou de IPCA mais 7,10% na sexta para inflação mais 6,63% na segunda. Houve um recuo de 0,57 ponto e uma valorização de 3% no preço do papel.
O título da mineradora que tem vencimento em outubro de 2039 teve uma diminuição de 0,41 ponto percentual na taxa. Saiu de IPCA+ 6,98% para inflação mais 6,57% ao ano. Isso representou um ganho de 3,5% para quem tem o papel.
Vários títulos tiveram ganhos expressivos no primeiro dia de negociação após o primeiro turno que ocorreu no domingo (4).
Veja mais exemplos na tabela abaixo:
Dia de rali
Na segunda-feira, os mercados brasileiros viveram um dos dias de rali – onda de valorização – mais intensos em seis anos. O Ibovespa terminou o pregão no patamar recorde de 206.912 pontos, com alta de 7,70%.
Ao longo da sessão, o índice chegou a marcar 209.606 – recorde intraday.
Ações de varejistas subiram mais de 26% em alguns casos, como do Magazine Luiza.
O Tesouro IPCA+ 2050 registrou um ganho de 11,5% em reais em apenas um dia com resultado de eleição.
E o dólar também viveu um dia de forte ajuste. A moeda americana fechou o dia na casa de R$ 5. Teve queda de 4,12% ante o real, cotado a R$ 5,001.
A divisa dos EUA passou praticamente toda a sessão abaixo da marca de R$ 5 e só se recuperou nos ajustes no fim do pregão.
Virada dos mercados
O rali da segunda-feira teve como gatilho a virada do candidato da oposição Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.
O resultado foi considerado inesperado: até a véspera da eleição, as pesquisas em geral mostravam presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do rival, ainda que dentro do quadro de empate técnico.
No fim, Flávio superou Lula por 47,03% a 45,16% ou o equivalente a 2,5 milhões de votos a mais.
Na visão de analistas do J.P. Morgan, o tema fiscal vai substituir a eleição como motor dos preços dos mercados no país daqui para a frente.
