Amazonas

Comunidades isoladas no AM: como a seca afeta saúde e água

Pesquisas do INPA e ações de socorro distribuem kits de purificação de água e orientam sobre cuidados sanitários em meio à vazante.

Por · 17:47 1 min de leitura
WhatsApp Facebook X
Comunidade ribeirinha às margens de rio no interior do Amazonas enfrentando a estiagem.

Com a estiagem histórica que afeta mais de 113 mil famílias em dezenas de municípios amazonenses, o acesso à água potável e a segurança sanitária tornaram-se os maiores desafios do cotidiano. Em comunidades ribeirinhas do interior e áreas de várzea próximas a Manaus, o recuo dos rios forçou os moradores a caminhar quilômetros por bancos de areia e lodo para conseguir abastecer baldes em pontos onde a água apresenta elevada concentração de impurezas.

Ações emergenciais e suporte da ciência

Institutos de pesquisa como o INPA e fundações de apoio como a Fapeam intensificaram a distribuição de soluções científicas de baixo custo para mitigar o problema:

  • Kits de Purificação e Hipoclorito: Distribuição emergencial de pastilhas de cloro e frascos de hipoclorito de sódio para garantir a desinfecção da água captada.
  • Filtros Biológicos de Campo: Instalação de sistemas móveis de filtragem desenvolvidos por pesquisadores locais para atender escolas e centros comunitários isolados.

Médicos infectologistas alertam para a necessidade de evitar o consumo direto de água sem tratamento prévio, reduzindo drasticamente as internações pediátricas por viroses e desidratação.

Como proteger a saúde da família ribeirinha

A recomendação prioritária das equipes de saúde é filtrar a água com pano limpo para remover sedimentos visíveis, ferver o líquido por pelo menos 3 minutos e armazená-lo em recipientes limpos e tampados, longe do calor direto do sol e de animais domésticos.

REDACAOMAO
REDACAOMAO

Redação A Notícia 24H.