Pesquisadores e biólogos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) concluíram levantamentos recentes sobre os impactos da seca extrema nos recursos hídricos que abastecem e circundam a cidade de Manaus. Os dados apontam que a redução drástica do volume d’água no Rio Negro e em igarapés da região metropolitana altera parâmetros de turbidez e favorece a concentração de poluentes e sedimentos, exigindo atenção sanitária rigorosa dos moradores.
Alterações nos mananciais e riscos à saúde da população
Com o leito dos rios exposto e o fluxo hídrico reduzido, o monitoramento ambiental constatou pontos de atenção para o abastecimento doméstico:
- Maior Concentração de Sedimentos: A baixa vazão intensifica a suspensão de partículas de barro e matéria orgânica, elevando a turbidez natural da água captada.
- Vulnerabilidade de Comunidades Fluviais: Moradores de áreas ribeirinhas e periféricas enfrentam maiores dificuldades de captação de água própria para consumo diário.
Cientistas recomendam medidas simples, mas fundamentais de higienização doméstica para prevenir infecções gastrointestinais e diarreias na família.
Dicas práticas do INPA para proteger a saúde em casa
A orientação sanitária é clara: a água destinada a beber ou cozinhar deve ser fervida por pelo menos três minutos ou tratada com duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% por litro, aguardando 30 minutos antes do consumo. Além disso, a limpeza periódica das caixas d’água residenciais é essencial para evitar o acúmulo de lodo e proteger a saúde das crianças e idosos.
