Lula tem 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. A diferença de um ponto percentual, dentro da margem de erro, indica um empate técnico. No levantamento anterior, a vantagem de Lula era de três pontos.
A pesquisa também mostrou a ascensão da candidatura de Augusto Cury. O escritor subiu de 2% para 10% após o debate da Band e a sabatina da Globo, na semana passada. Pesa o fato de que Cury, tal como Flávio, é visto como pró-mercado.
Os juros futuros também operam de bom humor, com quedas firmes. Isso se reflete no saldo de quem tem títulos prefixados ou IPCA+ na carteira: ele sobe quando do juro cai.
O juro do IPCA+2040, por exemplo, cai a 7,45%, de 7,47% ontem. Em um mês, a queda é relativamente robusta: 20 pontos base (0,2 pp).
Um raio-x do ciclo de alta
De volta ao Ibovespa. A sequência de altas começou no dia seguinte ao índice registrar o incômodo recorde da segunda maior sequência de recuos da história do índice. As 11 quedas só não foram maiores do que as 13 sessões consecutivas de perdas em agosto de 2023.
Já 11 altas atuais ainda estão um pouco mais longe do recorde de 15 subidas seguidas registradas pelo Ibovespa tanto em novembro de 2025 quanto em entre maio e junho de 1994.
Mas desde que recomeçou a subir, o principal índice da bolsa já acumula uma alta de 11,7%.
No dia 3 de agosto, véspera da sequência de quedas anterior, o referencial marcava 178 mil pontos. Significa que o atual impulso, próximo aos 185 mil, já levou o índice para além do teto da última sequência de altas.
Essa nova onda de avanços vem a reboque da volta dos estrangeiros que retomaram o fluxo positivo logo após o recorde de quedas. Porém, quem puxou a fila no período foram os investidores institucionais, como fundos, fundos de pensão e gestores de patrimônio.
Em agosto, os estrangeiros registram retirada líquida de pouco mais de R$ 18 bilhões da bolsa. Mas, apesar do número negativo no mês, os dados diários mostram que o dinheiro de fora voltou a entrar com mais força a partir de 21 de agosto, ou seja, apenas dois pregões após a sequência de quedas.
De lá até o fim de agosto, os estrangeiros registram entradas líquidas de R$ 5 bilhões.
Já os institucionais fizeram o movimento contrário. No mês, esse grupo aparece com aportes líquidos de R$ 11,4 bilhões.
No entanto, de 24 de agosto em diante, os institucionais só tiraram recursos. Em seis pregões, retiraram R$ 3,4 bilhões da bolsa.
As pessoas físicas apresentam um fluxo mais errático. Desde a retomada das altas, os investidores individuais apresentam entradas líquidas em cinco pregões e retiradas líquidas em quatro. O saldo desse intervalo, porém, ficou negativo em R$ 400 milhões.
O dólar que começou a semana em R$ 5,19 recua nesta quarta-feira para R$ 5,10. Em três dias, a moeda americana acumula queda de 1,73% ante o real.
No exterior, o cenário tem nova alta do petróleo, mas com pouco efeito sobre as bolsas americanas.
O petróleo sobe 1,12% para US$ 95,72 o barril. Apesar da elevação, os principais índices das bolsas de Nova York se mantêm no território positivo.
Às 14h50, S&P 500 subia 0,48%, enquanto o Nasdaq tem alta de 0,34%..
