A expansão de US$ 7 bilhões da Chevron na Venezuela será financiada com os lucros obtidos com a produção e venda de petróleo no próprio país latino-americano, sem necessidade de novos aportes de recursos externos, segundo o presidente-executivo da petroleira.
Os planos da companhia de dobrar a produção para mais de 600 mil barris por dia nos próximos cinco anos serão financiados pelas três joint ventures da Chevron na Venezuela, disse o CEO Mike Wirth durante o Simpósio de Energia da Universidade do Texas, em Austin, na sexta-feira.
“Vamos operar dentro da capacidade de geração de caixa desses empreendimentos, sem trazer dinheiro de fora”, afirmou Wirth.
A decisão de financiar internamente a expansão da produção de petróleo na Venezuela indica que a Chevron mantém uma postura cautelosa em relação aos planos de crescimento e não pretende comprometer novos recursos no país, que nacionalizou sua indústria petrolífera nos anos 1970 e no início dos anos 2000.
A Chevron foi a única grande petroleira americana a permanecer na Venezuela depois que o então presidente Hugo Chávez assumiu o controle do setor, há duas décadas. As concorrentes ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram o país.
Questionado sobre o que seria necessário para a Chevron liberar recursos de seu caixa central para investir na Venezuela, Wirth disse que as eleições são fundamentais.
“Você quer ver alguma evidência de que o ambiente realmente se tornou um lugar melhor para investir”, afirmou. “Parte disso, em algum momento, passa por eleições cujos resultados sejam aceitos pelo mundo.”
