Economia

BTG fecha acordo e vai controlar a operação do Nubank Parque

O banco BTG Pactual anunciou nesta sexta-feira (18) que passará a controlar a operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, após fechar um acordo para se tornar acionista majoritário da sociedade hoje comandada pela construtora WTorre.  O negócio é a etapa mais recente de uma movimentação iniciada em 2024, quando a Enforce, gestora de créditos...

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O banco BTG Pactual anunciou nesta sexta-feira (18) que passará a controlar a operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, após fechar um acordo para se tornar acionista majoritário da sociedade hoje comandada pela construtora WTorre. 

O negócio é a etapa mais recente de uma movimentação iniciada em 2024, quando a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, comprou do Banco do Brasil cerca de R$ 650 milhões em dívidas da construtora relacionadas ao financiamento da arena.

A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de outras condições previstas no acordo. O valor da transação e o tamanho das participações de BTG e WTorre não foram divulgados.

A WTorre permanecerá como acionista relevante e continuará participando das principais decisões estratégicas da empresa, segundo comunicado da Vinci Compass, que atuou como assessora financeira exclusiva da WTorre. O BTG, porém, terá a participação majoritária e ficará à frente da operação comercial do estádio.

A dívida comprada pelo banco em 2024 tinha a operação da arena entre as garantias. A aquisição do crédito abriu caminho para a aproximação entre BTG e WTorre, que vinham negociando havia meses a entrada do banco liderado por André Esteves na sociedade.

As partes não informaram se o crédito será utilizado no pagamento da participação nem detalharam a estrutura financeira do acordo.

A mudança de controle não altera, a princípio, a relação com o Palmeiras. O clube mantém com a WTorre um contrato de direito de superfície que permite a exploração comercial da arena até 2044. Os percentuais das receitas destinados ao Palmeiras e os contratos já firmados com patrocinadores e promotores de eventos continuarão válidos.

A expectativa também é a de manutenção da equipe responsável pela arena, comandada pelo executivo Marcelo Frazão. Segundo a coluna do PVC, no UOL, o BTG pretende ampliar os investimentos em tecnologia para melhorar a experiência de torcedores e frequentadores de shows.

Novo nome

A troca de controle acontece poucos meses depois de outra mudança importante na arena. Em abril, o Nubank comprou os direitos de nome do estádio, que havia sido chamado de Allianz Parque durante cerca de 12 anos. Após uma votação pública, a arena passou a se chamar Nubank Parque, com a nova identidade visual implantada em julho.

O contrato de naming rights também permanece inalterado com a entrada do BTG. O banco já acompanhava esse processo enquanto negociava com a WTorre a aquisição do controle da operação.

Inaugurado em novembro de 2014, o Nubank Parque se consolidou como o principal palco de grandes shows de São Paulo em volume de ingressos vendidos. Em 2025, a arena recebeu 33 apresentações, que reuniram 1,1 milhão de pessoas, segundo a WTorre. 

Em um levantamento da revista especializada Pollstar que considera o período entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o então Allianz Parque liderou a demanda de arenas esportivas na América do Sul, com 988 mil ingressos comercializados e uma bilheteria de US$ 61 milhões – mais de três vezes o público registrado pelo MorumBis, outro grande estádio da capital paulista. 

Desde a inauguração, o Nubank Parque já recebeu mais de 17,7 milhões de pessoas em 2,3 mil eventos, divididos quase igualmente entre partidas de futebol e espetáculos.



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