Elon Musk lidera o ranking com ampla vantagem, com uma fortuna estimada em US$ 918,8 bilhões. Na sequência aparecem empresários de tecnologia como Larry Page, Jeff Bezos, Sergey Brin e Michael Dell.
É a primeira vez desde o lançamento do índice, em 2012, que os 10 primeiros colocados são americanos.
Fortuna de Arnault cai US$ 65 bilhões em 2026
A queda de Arnault foi especialmente forte neste ano. Aos 77 anos, ele acumula uma redução de US$ 65 bilhões em seu patrimônio desde janeiro — a maior perda entre as 500 pessoas mais ricas do mundo.
A LVMH, grupo que reúne marcas como Dior, Louis Vuitton e Tiffany, além de bebidas de luxo como o champanhe Dom Pérignon e o conhaque Hennessy, vem enfrentando uma combinação de fatores que pressionam seus negócios.
A guerra no Oriente Médio reduziu a demanda em importantes centros de consumo, como Dubai. Na China, um dos principais mercados para o setor de luxo, a empresa também enfrenta dificuldades. Uma disputa de marca com uma fabricante local de chá afetou as vendas.
As ações da LVMH subiam 0,5% nas primeiras negociações desta sexta-feira (11) em Paris. Na quinta-feira (10), a companhia chegou a ser brevemente ultrapassada pela L’Oréal como a empresa de maior valor de mercado da França.
O desempenho da LVMH contrasta com o das ações americanas. O S&P 500 acumula alta de 11% em 2026, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia e pela demanda relacionada à inteligência artificial.
LVMH perdeu força após recorde em 2023
Arnault está entre as 10 pessoas mais ricas do mundo desde março de 2017. Ele chegou a ocupar o primeiro lugar do ranking em diferentes momentos a partir de dezembro de 2022.
O francês foi a primeira pessoa de fora da América do Norte — e o único empresário do setor de consumo — a chegar ao topo da lista. Desde então, nenhum outro empresário de fora da região repetiu o feito.
A ascensão ocorreu em um período de forte expansão do mercado de luxo, impulsionada principalmente pelos consumidores chineses e pela demanda reprimida após o fim das restrições impostas durante a pandemia.
As ações da LVMH atingiram um recorde em abril de 2023. Desde então, porém, a companhia enfrenta uma demanda mais fraca em mercados como a China, incertezas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e queda no consumo de bebidas alcoólicas em alguns países.
Com a perda de patrimônio, Arnault agora aparece apenas uma posição à frente de Jim Walton, herdeiro do Walmart.
Sucessão de Arnault
A sucessão é uma das principais questões envolvendo o futuro da LVMH. Arnault tem cinco filhos de dois casamentos, todos com funções na companhia.
Pela primeira vez, os cinco participaram juntos de uma assembleia de acionistas, realizada em abril. Na ocasião, Arnault evitou responder a uma pergunta sobre quem será seu sucessor no cargo de CEO.
