Ao mesmo tempo, está em curso uma transição de liderança nas áreas de relógios e saúde da Apple. Jeff Williams, ex-diretor de operações que supervisionava ambas as divisões, se aposentou no fim do ano passado. Stan Ng, que liderava o marketing do Apple Watch e da área de saúde, e Jay Blahnik, responsável pela estratégia de exercícios da Apple, também deixaram a empresa.
Cue pressionou a equipe de saúde da Apple a adotar recursos dos concorrentes mais recentes, cujos produtos oferecem interfaces mais simples e voltadas especificamente ao monitoramento de saúde e atividades físicas. O Apple Watch atende a uma gama mais ampla de finalidades.
A Apple já começou a incorporar recursos semelhantes aos da Whoop em seu Watch mais recente e no aplicativo Saúde, que foi reformulado. Entre eles estão um monitoramento mais avançado da frequência cardíaca e métricas que avaliam o nível de preparo dos usuários para o dia. A tecnologia também pode estimar a idade biológica de uma pessoa com base em dados de saúde.
O novo aplicativo também tem uma interface mais limpa e fácil de entender, refletindo a influência das ofertas concorrentes.
A Oura entrou com pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) neste mês, e a Whoop — atualmente avaliada em cerca de US$ 10 bilhões — disse à Bloomberg News que está considerando realizar um IPO no futuro.
A Alphabet, controladora do Google, também entrou no mercado de dispositivos vestíveis sem tela com o recente lançamento do Fitbit Air. A Garmin, pioneira em dispositivos de localização e monitoramento de atividades físicas, também oferece pulseiras inteligentes sem telas.
Membros da equipe de hardware do Vision, da Apple, participaram dos primeiros trabalhos de engenharia do novo rastreador. Esse grupo desenvolveu o headset Vision Pro e trabalha em outros dispositivos vestíveis, incluindo os primeiros óculos inteligentes da Apple e AirPods com câmeras, ambos previstos para lançamento em 2027.
A Apple também vem trabalhando em um pingente de inteligência artificial com câmera, mas esse projeto foi adiado. O dispositivo foi concebido para ser usado como um colar, preso à roupa ou colocado em outra parte do corpo, coletando dados visuais para processamento pelo novo assistente de IA Siri.
A Apple também desenvolve outras iniciativas para incorporar inteligência artificial a seus produtos. No início deste mês, a empresa apresentou um relógio capaz de gravar áudio ao longo do dia e usar IA para gerar resumos das conversas e atividades do usuário.
A companhia também trabalha em uma grande atualização de sua linha de smartwatches, com lançamento previsto para ocorrer já no fim de 2027. O redesenho viria após anos de mudanças mais incrementais. A Apple tornou seu relógio principal mais fino com o Series 10, há dois anos, mas o modelo maior, o Ultra, mantém o mesmo visual desde sua estreia, há quatro anos.

