Live Nation e GL Events assinaram no fim de setembro um memorando de entendimento não vinculante, que é um acordo preliminar que estabelece as bases da negociação, sem obrigar as empresas a concluir a compra.
A operação precisa de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o valor da aquisição não foi divulgado.
A compra reforçaria a presença da Live Nation na gestão de espaços de espetáculos no Brasil. Além de produzir shows e turnês, o grupo americano tem participação majoritária na Rock World, criadora do Rock in Rio e do The Town e produtora do Lollapalooza Brasil.
A arena carioca se somaria a outro projeto do grupo no país. Em julho, a Live Nation anunciou uma parceria com a Cidade Center Norte para construir a Arena São Paulo, na zona norte da capital paulista.
O empreendimento, que deverá exigir R$ 1,5 bilhão em investimentos, terá capacidade para até 21 mil pessoas e inauguração prevista para 2028.
Reformas
Os planos da Live Nation incluem melhorias na estrutura da arena, nos assentos, nas áreas de hospitalidade, nos corredores de circulação e nos sistemas audiovisuais. O objetivo é modernizar as instalações e melhorar a experiência do público e a operação do espaço.
O negócio abrange os direitos da concessão outorgada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, válida até 30 de junho de 2046. Se a aquisição for concluída, a Live Nation assumirá a gestão e a exploração comercial da arena, com um horizonte de quase duas décadas para operar o espaço.
Construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, a arena também ficou conhecida como HSBC Arena e Jeunesse Arena.
Já recebeu apresentações de artistas como Paul McCartney, Beyoncé e Amy Winehouse. A Live Nation também promoveu no local shows da turnê de Caetano Veloso e Maria Bethânia.
