O encerramento foi determinado pela 4ª Vara Empresarial da capital fluminense diante do seu entendimento de que a companhia cumpriu todas as obrigações do plano de recuperação que venceram nos dois anos seguintes à sua homologação, em fevereiro de 2024.
A sentença foi assinada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, após pareceres favoráveis da administração judicial e do Ministério Público do Rio de Janeiro. A decisão ainda está sujeita a recursos.
A Justiça também determinou que o Registro Público de Empresas e a Receita Federal sejam comunicados para retirar a expressão “em recuperação judicial” dos registros das empresas do grupo.
O plano de recuperação da Americanas foi aprovado pelos credores e homologado em 26 de fevereiro de 2024. Em março deste ano, a varejista pediu o encerramento do processo, argumentando que havia cumprido as obrigações previstas para o período de dois anos.
O fim da recuperação judicial, no entanto, não significa que a empresa tem dias de retomada do crescimento pela frente: ela precisa provar que consegue se sustentar sem as maquiagens contábeis que levaram à crise e enfrenta desafios semelhantes aos de outras varejistas, como um consumo que sofre a concorrência de gigantes do e-commerce e o ambiente de endividamento recorde e juros elevados na economia brasileira.
Fraude contábil
Fundada em 1929, a Americanas entrou em recuperação judicial no começo de 2023, após a descoberta de fraudes contábeis que deram origem a um dos maiores escândalos corporativos do Brasil.
A companhia tem como acionistas de referência os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.
Embora a recuperação judicial tenha sido encerrada, a fraude ainda tem desdobramentos em outras frentes.
Em julho de 2026, a Câmara de Arbitragem do Mercado, da B3, extinguiu um procedimento aberto em 2023 por acionistas minoritários em decorrência da fraude contábil revelada em janeiro daquele ano.
A decisão ocorreu após os requerentes desistirem dos pedidos, o que também os obrigou a reembolsar a Americanas pelas despesas do processo.
O Instituto Empresa, que representa parte dos minoritários, ressaltou, porém, que uma nova arbitragem havia sido instaurada em janeiro de 2026 para discutir a responsabilização dos controladores da varejista.
Na ocasião, a entidade criticou a comunicação da Americanas ao mercado, classificando-a como “seletiva” por não mencionar a existência do novo procedimento.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
