A colocação seria a maior oferta subsequente de ações de uma empresa em Hong Kong já registrada, segundo dados compilados pela Bloomberg. Também seria a maior venda de ações na cidade desde 2021, quando a empresa de investimentos em tecnologia Prosus vendeu US$ 14,7 bilhões em ações da chinesa Tencent, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
A operação ocorre enquanto a empresa chinesa eleva seus gastos trimestrais de capital para quase US$ 10 bilhões, com o objetivo de preservar sua posição em um cenário global de IA extremamente competitivo. A intenção é usar os recursos para investir em capacidades de IA de ponta a ponta, incluindo a expansão e o aprimoramento de sua infraestrutura.
As ações do Alibaba estarão sujeitas a um período de restrição à venda de 90 dias. China International Capital, HSBC, Morgan Stanley e UBS estão estruturando a operação, segundo os termos do acordo.
O lucro do Alibaba, sediada em Hangzhou, caiu mais de 75% no trimestre encerrado em junho, para 10,5 bilhões de yuans (US$ 1,6 bilhão), e a empresa registrou saída de caixa livre de US$ 6,6 bilhões, refletindo o custo crescente dos projetos de IA e da infraestrutura de computação.
A líder chinesa de comércio eletrônico consolidou neste ano seu status como uma das líderes globais em inteligência artificial, depois que sua principal oferta, a Qwen, se tornou a família de modelos mais popular do mundo.
O Alibaba está entre as empresas que mais gastam com IA entre suas rivais chinesas. Líder doméstica em computação em nuvem, a companhia tem se desfeito de ativos e direcionado capital para tudo, de chips e data centers ao desenvolvimento de grandes modelos de linguagem.
