A Meta oferecerá uma versão gratuita e outra paga do Muse.
O diretor de IA da Meta, Alexandr Wang, e David Singleton, que liderou a engenharia do agente pessoal, disseram esperar que a maioria das pessoas use a versão gratuita, mas usuários com necessidades mais intensivas poderão migrar para planos de US$ 20 ou US$ 100 mensais, que permitem utilizar maior capacidade de processamento.
A Meta afirmou que a ferramenta auxiliará em compras online, na aquisição de ingressos de cinema, no agendamento de compromissos como aulas de tênis e até no preenchimento de uma autorização para uma excursão escolar. O aplicativo será lançado para usuários nos Estados Unidos na próxima terça-feira (15).
Zuckerberg, cofundador do Facebook que transformou a Meta em uma gigante das redes sociais, fez uma distinção clara entre agentes empresariais e agentes pessoais voltados ao consumidor.
Ele disse enxergar a maior oportunidade para sua empresa no desenvolvimento desta última categoria.
Em um manifesto de 6.500 palavras publicado no mês passado, o CEO da big tech delineou sua visão para o avanço da tecnologia: “Todos terão um agente pessoal excepcionalmente capaz, que entende você, seus objetivos e tudo com que você se importa”, afirmou.
A Meta pretende, no futuro, oferecer o produto aos bilhões de pessoas que já usam seus aplicativos de redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e WhatsApp.
“Esse é um dos princípios de design do produto: torná-lo muito fácil de usar e simples para o usuário cotidiano”, disse Wang em entrevista na terça-feira (8).
O agente pessoal de IA, desenvolvido ao longo de meses, foi projetado para funcionar em um computador virtual dedicado na nuvem. “Construímos uma arquitetura extremamente segura”, disse Wang.
Agente de IA consulta você, diz Meta
O Muse mantém um registro do que fez e do que planeja fazer, não compartilha dados com o sistema de publicidade da Meta e adota cautela na forma como recebe informações.
“O Muse consulta você constantemente antes de fazer qualquer coisa sensível ou importante”, acrescentou Wang.
Por exemplo, o Muse pede confirmação antes de realizar compras, segundo Wang, que usa seu próprio agente – batizado em homenagem a seu cachorro, Euler – para identificar e comprar móveis para decorar sua nova casa.
Em assuntos menos sensíveis, o Muse pode operar de forma autônoma, disse Wang. O agente ajuda o usuário a se organizar, sugere ideias de exercícios e auxilia no planejamento das refeições. “Eu realmente o uso como um segundo cérebro”, afirmou.
Assim como no caso do assistente pessoal de Wang, os usuários do Muse poderão dar um nome e um avatar ao agente, além de definir a forma como ele se comunica.
O agente poderá então se conectar a aplicativos, incluindo e-mail e rastreadores de atividades físicas, e continuar trabalhando em segundo plano para cumprir os objetivos definidos pelos usuários mesmo depois de eles fecharem o aplicativo.
A Meta vem promovendo uma ofensiva de contratações, recrutando alguns dos melhores profissionais de engenharia de IA do mundo para a unidade comandada por Wang, conhecida como Meta Superintelligence Labs, ou MSL.
No ano passado, a Meta contratou o principal executivo de modelos de IA da Apple, Ruoming Pang, e também recrutou importantes pesquisadores de IA da OpenAI.
Singleton, ex-diretor de tecnologia da Stripe e CEO da startup de IA Dreamer, entrou no MSL no início deste ano.
O Muse é alimentado pelo mais recente modelo de IA da Meta, o Muse Spark 1.3, e pode acessar de forma integrada outros aplicativos da companhia, como Instagram e WhatsApp.
Planos de até US$ 100
O Muse também está conectado ao Ticketmaster, à OpenTable e à suíte de serviços do Google, como Gmail, Google Calendar e Drive, entre outros.
Se o usuário tiver um serviço de que goste com uma API – interface de programação de aplicações –, “ele pode simplesmente pedir ao Muse que crie um conector personalizado para esse serviço”, disse Singleton.
“Mas, é claro, vamos continuar adicionando mais parcerias e serviços específicos.”
O Muse, da Meta, estará disponível para pessoas com 18 anos ou mais nos Estados Unidos, por meio do iOS, da Apple, ou do Android, do Google, além do site muse.ai e do aplicativo WhatsApp. No futuro, será integrado aos óculos de IA da Meta.
