A CMRG ampliou rapidamente a influência no mercado global de minério de ferro desde que foi criada, em 2022, para consolidar as compras das siderúrgicas chinesas e aumentar o poder de negociação delas com os principais fornecedores.
A Bloomberg publicou em setembro que a CMRG havia orientado algumas usinas a suspender as compras do Pilbara Blend, da Rio Tinto, quando as negociações contratuais com a mineradora chegaram a um ponto crítico.
A China é, com ampla vantagem, a maior importadora mundial de minério de ferro e compra a maior parte das cargas da Austrália e do Brasil, os maiores produtores, para abastecer a gigantesca indústria siderúrgica do país. Os preços de referência da commodity caíram cerca de 15% neste ano e recentemente recuaram para menos de US$ 90 por tonelada em Singapura.
Nesta quinta-feira, os contratos futuros chegaram a cair 1,7%, para US$ 89,45 por tonelada, antes de reduzir as perdas.
“A Rio Tinto mantém um relacionamento longo e bem-sucedido com nossos clientes na China”, afirmou a empresa à Bloomberg, sem comentar as negociações comerciais.
A CMRG não comentou de imediato.
As negociações com a CMRG têm se mostrado difíceis para as principais rivais australianas da Rio Tinto. Um impasse com a BHP Group durou meses até terminar com um acordo de um ano, válido até junho de 2027, que incluiu maior uso de preços denominados em yuan. A Fortescue, por sua vez, continua em negociações com a CMRG e alertou nesta semana que restrições às vendas podem pressionar os resultados do ano fiscal.
A CMRG também fechou um acordo com a Kumba Iron Ore, produtora ligada à Anglo American, válido de abril a março de 2027.
