O deputado estadual Requião Filho (PDT-PR) acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) para solicitar a investigação de possíveis casos de assédio eleitoral envolvendo dois parlamentares eleitos no Paraná. A iniciativa tem como alvo a deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno, do PL, e o deputado federal eleito Guilherme Kilter, do Novo.
O pedido foi motivado por publicações feitas pelos dois nas redes sociais em defesa da demissão de trabalhadores identificados como apoiadores do PT. Para Requião Filho, as manifestações precisam ser apuradas para verificar se configuram discriminação política nas relações de trabalho.
Em uma das publicações citadas, Kilter defendeu a demissão de funcionários petistas sob o argumento de redução de gastos e reestruturação das empresas. Já Jessica publicou uma mensagem incentivando empregadores a dispensar trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Requião Filho aponta assédio eleitoral
O parlamentar fundamenta o pedido em normas que tratam do assédio eleitoral no ambiente profissional. Uma resolução do Conselho Superior da Justiça do Trabalho estabelece que a distinção, a exclusão ou a preferência por trabalhadores em razão de suas convicções ou opiniões políticas pode caracterizar esse tipo de prática.
Requião Filho afirmou que manifestações que incentivam a perseguição de pessoas por suas escolhas políticas não devem ficar sem resposta. Segundo ele, a liberdade de expressão não pode servir de justificativa para estimular discriminação ou perseguição no ambiente de trabalho.
O deputado também defendeu a preservação dos princípios democráticos e o combate a condutas que possam restringir direitos de trabalhadores em razão de suas posições políticas.
Parlamentares reagem à iniciativa
Guilherme Kilter reagiu ao pedido de investigação afirmando que não daria atenção a provocações de um político que ‘foi derrotado na disputa pelo governo do Paraná’.
Jessica Ramos Moreno, por sua vez, publicou um vídeo em que pediu respeito a Requião Filho, mencionando sua condição de mulher e mãe. Ela negou ter praticado intimidação e defendeu a liberdade dos empresários para contratar funcionários, além do direito dos trabalhadores de escolher onde desejam atuar.
A deputada eleita também argumentou que as preferências políticas de quem contrata podem ser conhecidas.
