A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a nova fase da Operação Gatekeeper no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado na zona Oeste de Manaus. A ofensiva policial tem como objetivo central desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada na logística de envio interestadual de entorpecentes em voos comerciais de passageiros e no transporte aéreo de cargas, além de executar mandados judiciais de busca, apreensão e bloqueio de bens que ultrapassam a marca de R$ 5 milhões.
Esquema interestadual e cooptação de operadores
As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF revelaram detalhes do funcionamento da rede clandestina:
- Rotas para o Sudeste e Nordeste: O grupo cooptava funcionários e terceirizados para burlar os aparelhos de raio-x e despachar malas carregadas com cloridrato de cocaína para grandes capitais.
- Lavagem de Capitais: Os lucros ilícitos eram pulverizados em contas bancárias de empresas de fachada e aquisição de imóveis de luxo no Amazonas e em outros estados.
De acordo com a PF, os investigados responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
Reforço na segurança aeroportuária em Manaus
A Polícia Federal e a concessionária que administra o aeroporto intensificaram os protocolos de inspeção e triagem de bagagens com auxílio de cães farejadores e monitoramento contínuo por câmeras térmicas em todas as áreas restritas.
