Brasil ganha peso nos negócios
A chegada de Pereira ocorre em um momento de expansão da construtora no Brasil. No primeiro semestre de 2026, o país representava cerca de 14% da carteira global de projetos de engenharia e construção da Mota-Engil, atrás do México, com 21%, e de Angola, com 16%.
No mesmo período, a receita da companhia na América Latina somou € 1,171 bilhão (cerca de US$ 1,31 bilhão), alta de 7% em relação ao primeiro semestre de 2025. O Brasil teve papel importante nesse avanço, com crescimento de cerca de 90% na contribuição para a receita regional, segundo o relatório semestral da empresa.
A expansão da operação brasileira ganhou impulso com contratos de infraestrutura e concessões. Em maio de 2025, a Mota-Engil comprou os 50% restantes da Empresa Construtora Brasil (ECB), tornando-se dona integral da companhia.
Naquele ano, também fechou dois contratos com a Petrobras, que somavam € 490 milhões (cerca de US$ 549 milhões), para serviços de manutenção de plataformas marítimas e descomissionamento de dutos submarinos.
Em outubro de 2026, a companhia informou a assinatura do contrato de concessão da Rota dos Sertões, corredor rodoviário de aproximadamente 502 quilômetros que conecta o Contorno de Feira de Santana, na Bahia, a Salgueiro, em Pernambuco. O contrato tem prazo de 30 anos e prevê investimentos estimados em R$ 4,1 bilhões (cerca de US$ 760 milhões), equivalentes a aproximadamente € 700 milhões.
A Mota-Engil Brasil detém 33% do Consórcio 116 Sertões, liderado pela Nova Infra Investimentos, com participação de 34%. A Galápagos Participações tem os 33% restantes. O projeto prevê a duplicação de cerca de 108 quilômetros de rodovias, a construção de faixas adicionais e

