Imposto de renda no 13º salário: como é a isenção para quem ganha até R$ 5 mil
O 13º salário de 2026 é o primeiro pago sob as novas regras do Imposto de Renda. A isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, criada pela Lei 15.270/2025, também vale para a gratificação de fim de ano. Quem recebe um 13º de até R$ 5 mil não terá imposto retido, e...
O 13º salário de 2026 é o primeiro pago sob as novas regras do Imposto de Renda. A isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, criada pela Lei 15.270/2025, também vale para a gratificação de fim de ano. Quem recebe um 13º de até R$ 5 mil não terá imposto retido, e parte de quem ganha acima disso também vai pagar menos.
A lei incluiu um trecho específico sobre o 13º salário, que tem tributação exclusiva na fonte. O imposto sobre a gratificação é calculado separado do salário do mês, e o valor retido é definitivo. Ele não volta a ser cobrado nem restituído na declaração anual.
A tabela progressiva do Imposto de Renda continua a mesma, com alíquotas de 7,5% a 27,5%. A lei criou uma redução que entra depois do cálculo tradicional. A empresa calcula o imposto do 13º pela tabela e, em seguida, abate o valor da redução, que depende da faixa em que o 13º se encaixa.
Quem não paga Imposto de Renda no 13º salário
Para valores de até R$ 5 mil, a redução é igual ao imposto calculado pela tabela, que nessa faixa chega no máximo a R$ 312,89. Assim, o tributo a pagar fica em zero.
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Na prática, a isenção alcança quem tem salário de até R$ 5 mil e trabalhou o ano inteiro na mesma empresa, já que nesse caso o 13º corresponde ao salário mensal, somado à média de horas extras e comissões.
Até 2025, a isenção cobria apenas quem ganhava até dois salários mínimos. Segundo a Agência Senado, a nova lei deve beneficiar mais de 15 milhões de contribuintes. Desses, mais de 10 milhões deixam de pagar o imposto, e outros 5 milhões passam a pagar menos.
Quem ainda paga Imposto de Renda no 13º salário
Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o abatimento segue uma fórmula prevista na lei, que subtrai de R$ 978,62 o equivalente a 13,3145% do rendimento. Quanto maior o valor, menor a redução, até chegar a zero em R$ 7.350. Acima disso, o imposto segue a tabela progressiva, sem abatimento.
Os exemplos da Receita Federal para o salário mensal ajudam a visualizar o efeito, já que o cálculo do 13º segue a mesma lógica.
Valor bruto
IR pela tabela
Redução
IR a pagar
R$ 4.000
R$ 114,76
R$ 114,76
Zero
R$ 5.000
R$ 312,89
R$ 312,89
Zero
R$ 6.000
R$ 562,63
R$ 179,75
R$ 382,88
Fonte: Receita Federal, exemplos para o salário mensal. Valores sem dependentes, com a dedução mais vantajosa entre INSS e desconto simplificado.
Contribuição ao INSS, dependentes e pensão alimentícia reduzem a base de cálculo. Cada dependente abate R$ 189,59. Quando as deduções somam menos de R$ 607,20, a empresa usa o desconto simplificado nesse valor, regra que vale também para o 13º.
Para definir a faixa da redução, conta o valor bruto. A Receita dá o exemplo de um salário de R$ 7.607,20. Com o desconto simplificado, a base de cálculo fica em R$ 7 mil, abaixo do limite da redução. Como o valor bruto passa de R$ 7.350, o contribuinte paga o imposto calculado pela tabela, de R$ 1.016,27, sem nenhum abatimento.
Quando cai o 13º salário
O 13º é pago em duas parcelas. A primeira, de metade do salário do mês anterior, pode ser paga entre fevereiro e novembro, sem descontos. A segunda tem prazo até 20 de dezembro, já com os descontos de INSS e, quando houver, de IR. Como a lei não autoriza pagamento depois dessa data, em 2026, quando o dia 20 cai num domingo, a segunda parcela deve ser paga até sexta-feira (18).