Super Tucano: o ataque
Outra frente desse crescimento é o A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, turboélice, usado para treinamento de pilotos (pois é muito mais barato que um caça a jato).
Também para reconhecimento e vigilância de fronteiras, já que ele voa baixo e devagar – bom para buscar visualmente e atacar pistas clandestinas do tráfico, por exemplo.
O modelo está em operação desde os anos 2000.
Depois de alguns anos de vendas mais fracas, o Super Tucano ganhou uma nova rodada de encomendas a partir de 2024.
Um ano antes, a Embraer havia lançado o A-29N, versão adaptada aos requisitos da Otan e desenvolvida de olho no mercado europeu. Desde então, Portugal encomendou 12 unidades.

A escalada armamentista
Os gastos militares globais chegaram ao recorde de US$ 2,9 trilhões em 2025, após mais de uma década de altas consecutivas.
Na Europa, a guerra na Ucrânia intensificou o movimento: só no ano passado, os países da União Europeia desembolsaram € 418 bilhões com defesa, 20% a mais que no ano anterior.
Para este ano, a Alemanha sozinha prevê gastar mais de € 100 bilhões com defesa.
A corrida armamentista deu munição a grandes contratos. A americana Lockheed Martin, maior fabricante de armas do mundo, entregou 191 caças F-35 em 2025, um recorde.
Renovação de frotas
Além do aumento dos gastos militares, a Embraer tem em vista um em outro movimento: o envelhecimento das frotas antigas.
A empresa estima que as forças aéreas vão precisar de 450 novos aviões de transporte militar nos próximos 20 anos, um mercado de aproximadamente US$ 60 bilhões.
Boa parte dessa demanda vem do envelhecimento do turboélice C-130 Hercules, da Lockheed Martin, que domina esse mercado há décadas. Segundo a Embraer, mais de 230 unidades em operação têm mais de 45 anos e precisam ser substituídas.
O KC-390, mais moderno e a jato, é um sucessor natural.
Vendas da Embraer
Ao todo, a Embraer entregou 66 aviões no terceiro trimestre, 6% a mais que no mesmo período de 2025 e o melhor resultado para um terceiro trimestre na história da empresa.
A aviação executiva respondeu pela maior parte, com 41 jatos, seguida pela aviação comercial, com 22.
No acumulado de janeiro a setembro, a Embraer entregou 175 aviões, 14% a mais que no mesmo período do ano passado.
