Economia

Dólar abaixo de R$ 5: está reaberta a melhor janela de compra do ano. É hora de entrar?

Se você está se perguntando se agora é o momento para aumentar a diversificação em dólar ou comprar a moeda americana para a viagem de fim de ano, a resposta talvez seja sim. O dólar voltou para a menor cotação vista em 2026, num patamar que remonta a abril e maio. E também iguala o...

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Se você está se perguntando se agora é o momento para aumentar a diversificação em dólar ou comprar a moeda americana para a viagem de fim de ano, a resposta talvez seja sim.

O dólar voltou para a menor cotação vista em 2026, num patamar que remonta a abril e maio. E também iguala o nível mais baixo que tem se repetido desde maio de 2022.

O dólar caiu mais de 4% para R$ 5 na segunda-feira. No pregão desta terça-feira manteve a toada.

A moeda americana fechou com novo recuo, de 0,36%, frente ao real, a R$ 4,97. O dólar pode cair mais, e é impossível saber até aonde. Mas o histórico recente mostra que o momento é, sim, favorável a aumentar posições no exterior – ou a reforçar compras para uma viagem.

Veja aqui como fazer.

É bom ressaltar que a taxa de câmbio costuma ter um comportamento volátil em momentos de incerteza. Mesmo com um eventual aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial – o drive que derrubou o dólar – analistas enfatizam que há várias perguntas ainda sem resposta.

Há dúvidas, por exemplo, sobre que medidas efetivas serão tomadas para a contenção do crescimento tanto do gasto público quanto de estabilização da dívida.

Por enquanto, a euforia do mercado brasileiro se apoia mais na mudança de perspectiva do que em eventos concretos.

Várias casas de análise, como o Goldman Sachs e o UBS, avaliam que o dólar pode recuar até R$ 4,50 se se confirmar a possibilidade de um ajuste fiscal mais forte após as eleições.

Dados do CME Group mostram que os investidores estrangeiros têm buscado se posicionar na valorização do real mais à frente.

Conforme o CME, um volume de US$ 3,1 bilhões (R$ 15 bilhões) em futuros de real foi negociado na segunda-feira (5), por meio de 153.977 contratos. Foi um dos três maiores volumes diários da história do contrato.

Apesar do movimento favorável à moeda brasileira, o investidor precisa considerar que uma janela de real tão valorizado como a atual só se repetiu três vezes desde maio de 2022. E agora, pela quarta vez ao longo dos últimos cinco anos, o dólar volta a passar um período abaixo de R$ 5.

No ano até 6 de outubro, o real acumula valorização de 9,19%. Mas chegou perto de zerar esse ganho em março logo após o início da guerra no Irã e com a moeda americana ganhando fôlego em meio ao início do corte de juros pelo Banco Central brasileiro.

A principal recomendação de especialistas é a de que o interessado em comprar dólares ou quem busca ampliar a diversificação em moeda forte aproveite o momento. Mas também use a estratégia do câmbio médio, ou seja, faça operações regulares de aquisição ou aplicação na divisa dos EUA.

Desse modo, atenua-se o sobe e desce da taxa de câmbio.

O UBS alertou que ainda existem riscos pela frente em relação ao cenário de um real ainda mais forte.

De acordo com o relatório do banco, assinado por nomes como Solange Srour, Luciano Telo e Ronaldo Patah, “olhando mais à frente, será fundamental acompanhar quem será indicado para comandar a equipe econômica do novo governo, além do grau de ambição do plano de consolidação fiscal”.

Na visão do UBS, os riscos de execução do plano no Congresso também estarão no radar: mesmo um mandato político forte não garante a aprovação de reformas nos gastos obrigatórios.

No cenário externo, uma deterioração significativa das condições financeiras globais pode impactar negativamente os ativos brasileiros, independentemente do ciclo político doméstico.



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Redação A Notícia 24H.