A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma terapia-alvo inédita voltada ao tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas não escamoso em estágio avançado. Com a decisão, o Brasil se torna o segundo país do mundo a autorizar o uso do medicamento Emrelis (telisotuzumabe vedotina), desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, logo após a liberação concedida nos Estados Unidos.
Inovação para casos com superexpressão da proteína c-Met
A nova substância atua diretamente como um conjugado de anticorpo-droga, direcionado a pacientes com alta superexpressão da proteína c-Met cuja doença progrediu durante ou após tratamentos quimioterápicos convencionais baseados em platina. Trata-se de um subtipo oncológico historicamente desafiador e com opções terapêuticas limitadas na prática médica.
Avanço histórico para a oncologia brasileira
Especialistas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) destacam que a rápida avaliação e registro da molécula representam um marco crucial para pacientes brasileiros com metástase ou tumores irressecáveis, possibilitando taxas de resposta clínica superiores e redução da toxicidade sistêmica em comparação a tratamentos tradicionais.
Próximos passos e disponibilidade
Após a aprovação do registro pela Anvisa, a medicação passará pela etapa de precificação junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Posteriormente, a tecnologia poderá ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para eventual disponibilização gratuita aos pacientes da rede pública de saúde.
