Presidente de escola de samba é preso em Manaus; agremiação divulga nota oficial

Manaus – A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, nesta quinta-feira (5), um mandado de prisão preventiva contra Cleildo Barroso, de 34 anos, conhecido como “Caçula”, presidente da escola de samba A Grande Família. A ação integra a Operação “A Máscara Caiu”, conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul.

Segundo a polícia, a prisão foi motivada por denúncias de descumprimento de medida protetiva de urgência, além de violência psicológica e perseguição contra a ex-companheira do suspeito, uma passista de 29 anos.

Além do mandado de prisão, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, sendo um na residência do investigado e outro na sede da escola de samba, localizada no bairro São José Operário, zona Leste da capital.

Cleildo Barroso já havia sido preso em flagrante no dia 16 de janeiro, após agressões e ameaças contra a ex-companheira. Parte da ocorrência foi registrada em vídeo pela vítima. Na ocasião, ele foi liberado mediante pagamento de fiança.

A vítima relatou ainda que foi afastada das atividades da escola durante o período em que afirma ter sido perseguida.

Nota oficial da escola

Após a repercussão do caso, a escola de samba A Grande Família divulgou uma nota oficial, na qual esclarece que não possui qualquer relação institucional com os fatos, afirmando que as acusações dizem respeito à esfera pessoal do presidente e estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.

No comunicado, a agremiação reforça que não compactua com qualquer forma de violência ou conduta que desrespeite a lei, destacando que a responsabilidade por atos individuais é sempre pessoal e não pode ser atribuída à escola como entidade.

A direção também manifestou preocupação com o uso do nome da escola em debates públicos de forma considerada sensacionalista e afirmou que a instituição, que há quase 40 anos atua na promoção cultural e social, vem sendo alvo de ataques que, segundo a nota, envolvem inclusive interesses políticos e eleitorais.

Em outro trecho, a escola ressalta que é formada por cidadãos conscientes e reafirma seu compromisso com o respeito, a cultura, o samba e a dignidade da comunidade.

O comunicado é assinado pela Diretoria Executiva, com data de 5 de fevereiro de 2026.

Enquanto isso, o Conselho Fiscal da escola solicitou formalmente o afastamento de Cleildo Barroso do cargo de presidente. Em nota separada, a agremiação informou que os preparativos para o Carnaval 2026 seguem normalmente.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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